O presidente da Malo Clinic afirmou ontem que a ordem de encerramento do Hospital Taivex/Malo, em Macau, não abrange a sua empresa, que partilha o mesmo espaço

 

As autoridades de Macau “encerraram temporariamente o hospital Taivex/Malo e não a Malo Clinic em Macau”, salientou Paulo Malo à agência Lusa. Em declarações por via telefónica, o empresário português esclareceu que a Malo Clinic detém em Macau apenas a actividade ligada à medicina dentária e não a relacionada com outras áreas médicas, que são responsabilidade de outras entidades.

“A Taivex/Malo não é a Malo Clinic”, frisou Paulo Malo, notando que as duas entidades têm estruturas accionistas diferentes.

Na sexta-feira, os Serviços de Saúde de Macau informaram que “o Hospital Taivex/Malo está suspenso até 21 de Maio de 2018 devido à prática de procriação medicamente assistida, tráfico e contrabando de medicamentos de oncologia, falta de condições de higiene e segurança para a prestação de cuidados de saúde”.

As instalações do hospital foram, entretanto, encerradas, o que na prática afecta o funcionamento da Malo Clinic, referiu o empresário.

“O que acontece é que como a Malo Clinic partilha o mesmo espaço e está sob a mesma licença, provavelmente não vamos conseguir ter acesso às nossas instalações”, explicou.

“Mas estamos fechados não porque fizemos algo de errado, mas por que a Taivex/Malo fez algo contra a lei”, acrescentou.

A Malo Clinic prestava cuidados de medicina dentária em Macau no hospital de Dia Taivex/Malo e ao abrigo da licença atribuída àquela unidade hospitalar.

Além do encerramento das instalações do Hospital Taivex/Malo, foram aplicadas duas multas: uma no valor de 103.000 patacas, a quatro médicos e um enfermeiro, e outra de 76.000 patacas, por técnicas ilegais de procriação medicamente assistida e prestação de serviços de oncologia, sem autorização dos Serviços de Saúde.

 

JTM com Lusa