O sentimento patriótico tem vindo a ganhar mais espaço nos corações dos alunos do ensino secundário, a avaliar pelos resultados de um inquérito da Associação Geral de Estudantes Chong Wa: 80% dos alunos reconhecem a identidade chinesa, mais 10 pontos percentuais do que em 2017. Além disso, 80% concordam com o dever de defender a segurança nacional

 

Rima Cui

 

Um estudo promovido pela Associação Geral de Estudantes Chong Wa de Macau concluiu que, no corrente ano, 80% dos alunos do ensino secundário mostram uma atitude positiva em relação ao reconhecimento nacional do conceito “sou chinês”. É de notar que face ao ano passado, essa percentagem aumentou 10 pontos percentuais, tratando-se do nível de reconhecimento mais elevado desde 2011. Este tipo de estudo começou a ser desenvolvido em 2007.

Os dados recolhidos junto de 1.377 alunos locais indicam que 87% dos inquiridos identificam-se como sendo “pessoas de Macau”, enquanto 70% consideram que ser de Macau é importante para o desenvolvimento pessoal.

Relativamente à questão “salvaguardar a segurança nacional é responsabilidade e dever de todos os jovens de Macau”, 80% dos participantes concordaram com a ideia e apenas 10% se manifestaram contra.

Além disso, mais de 80% dos alunos consideraram que a Lei Básica da RAEM é a base de garantia da estabilidade e prosperidade de Macau.

Sobre o uso correcto e respeito à bandeira, emblema e hino nacional, mais de 85% dos adolescentes consideram que isso acarreta simultaneamente uma responsabilidade e um dever.

O inquérito revelou ainda que mais de metade dos estudantes admitiram não conhecer de forma suficiente o sistema judicial da República Popular da China, enquanto mais de 50% desconhecem o sistema político do Continente. Além disso, 30% não conhecem muito bem o sistema económico do País.

Noutro âmbito, os alunos de ensino secundário preferem dar atenção às notícias que têm a ver consigo mesmo, em comparação com as relativas a Macau ou China Continental. Aliás, quase 40% dos adolescentes afirmaram não se preocupar com assuntos que não lhes digam respeito.

Por outro lado, cerca de 65% dos alunos disseram pretender votar nas eleições, no futuro.