No terceiro trimestre deste ano, serão disponibilizados 3.000 lugares de estacionamento na Ilha Verde, afirmou ontem o director da DSAT. Além disso, o Secretário Raimundo do Rosário esclareceu que têm sido cancelados alguns lugares de estacionamento para motociclos nas vias públicas com a finalidade única de alargar as vias pedonais
O corte no número de lugares para motociclos “não tem como único objectivo a redução” propriamente dita, mas antes “porque temos de optar entre zonas de passeio para peões mais espaçosas ou mais lugares para estacionamento de viaturas”, sublinhou ontem o Secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raimundo do Rosário, ao ser questionado sobre o cancelamento de alguns locais para estacionar motos na zona central da cidade.
Sobre a mesma matéria, o director dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) explicou ser necessário satisfazer a procura de todos os transeuntes, incluindo peões e condutores. Tendo em conta que, nalgumas zonas os lugares de estacionamento nos auto-silos são suficientes para o volume de utilizadores, foi eliminada uma parte nas vias públicas por forma a conseguir alargar as vias para peões. Isto porque, acrescentou, há um grande movimento nas redes pedonais.
Ainda assim, Lam Hin San garante que irá trabalhar em prol de um “equilíbrio” entre estas duas vontades ao, por exemplo, não mexer nos estacionamentos da Zona Norte – onde os auto-silos disponíveis são muito procurados. Além disso, esta intenção da DSAT de eliminar alguns lugares em detrimento de passeios mais espaçosos não será materializada em todo o território, antes em “poucas zonas”.
Por outro lado, a partir do terceiro trimestre deste ano vão entrar em funcionamento auto-silos no Bairro da Ilha Verde que passarão a oferecer 3.000 lugares de estacionamento, 1.500 para veículos particulares e o mesmo número para motociclos. “As obras na zona Norte, como na zona de Mong-Há, estão em curso, tanto que planeamos um número considerável de lugares de estacionamento para o público”, afirmou.
Lam Hin San rejeitou ainda que esta redução de estacionamento vise obrigar os cidadãos a recorrer ao estacionamento privado. A base deste plano do Governo tem unicamente como base o “princípio pragmático”, asseverou.
Já sobre a revisão da Lei do Trânsito Rodoviário, que se encontra suspensa, Lam Hin San insistiu que o Governo mantém uma mente aberta e, numa fase posterior, irá ouvir mais opiniões do Conselho Consultivo do Trânsito. Porém, para já, continua por definir um calendário para esse processo.
R.C.



