O valor das partículas inaláveis e finas na região do Delta do Rio das Pérolas subiu 7%. Macau contribuiu para a tendência com as partículas inaláveis a subirem de 46 para 49 entre 2016 e 2017 e as partículas finas a passarem de 29 para 31
Apesar de terem sido registadas melhorias em alguns dos parâmetros que permitem medir a qualidade do ar em Macau, há poluentes que continuam a aumentar levando a que a situação continue preocupante. Este é, de resto, o cenário um pouco por toda a Região do Delta do Rio das Pérolas.
O valor médio anual de densidade de partículas inaláveis e partículas finas na região do Delta do Rio das Pérolas subiu 7%, indica o Relatório sobre a Qualidade do Ar de 201 divulgado ontem pela Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA) e que tem por base a rede de monitorização de Guangdong, Hong Kong e Macau. “Embora se tenha registado flutuação a curto prazo, destaca-se uma tendência descendente a longo prazo”, refere o documento.
Tendo por base dados de 2006, o valor médio anual da densidade de Dióxido de Azoto desceu 26% em 2017, enquanto os valores médios anuais da densidade de Dióxido de Enxofre e partículas inaláveis, diminuíram 77% e 34% respectivamente.
Assim, “as medidas para reduzir as emissões implementadas por Guangdong, Hong Kong e Macau conduziram a melhorias na qualidade do ar global da Região do Delta do Rio das Pérolas”, considera a DSPA.
Todavia, no período em análise, o valor médio anual de Ozono aumentou 21% (face a 2006) e 16% em relação a 2016. “Tal reflecte que o combate à poluição fotoquímica da região necessita de ser aperfeiçoado”, refere o relatório.
O ozono foi, no ano passado, um dos principais poluentes a afectar a RAEM. Em média, contavam-se 58 microgramas por metro cúbico. No entanto, foi em Setembro que se registou a situação mais preocupante, quando a estação da Taipa Grande registou o valor médio diário de ozono mais elevado de todas as estações de medição, atingindo 454 microgramas por metro cúbico. Ao todo, a RAEM teve níveis diários de Ozono acima do limite em nove meses do ano.
A DSPA aponta também que no caso das partículas finas apenas em dois meses se registaram médias diárias superiores ao limite estabelecido de 75 microgramas por metro cúbico. Em Maio o valor ascendeu a 79 e em Dezembro a 96. O valor médio anual fixou-se em 31.
C.A./I.A.



