O sector do comércio a retalho sofreu uma quebra homóloga de cerca de 14% nas transacções efectuadas com pagamentos electrónicos nos primeiros cinco meses do ano. Em sentido inverso, no ramo da restauração registou-se um acréscimo de 3,2%
Nos primeiros cinco meses do ano, os pagamentos electrónicos no ramo do comércio a retalho decresceram 13,6% em termos anuais para 20,81 mil milhões de patacas, “observando-se que o decréscimo homólogo do volume de transacções referente a Maio do corrente ano se estreitou ainda mais”, notaram os Serviços de Estatística e Censos (DSEC). Em sentido inverso, na área da restauração as transacções cifraram-se em 5,69 mil milhões, um acréscimo de 3,2% em relação ao mesmo período do ano passado.
Em Maio, o volume de transacções do ramo do comércio a retalho situou-se em 4,1 mil milhões, observando-se que o decréscimo homólogo se estreitou para 3,1%. Contudo, este volume aumentou 14,1%, face a Abril deste ano.
Mais concretamente, e de entre os principais sub-ramos do comércio a retalho, no mês em análise o volume de transacções dos artigos de couro desceu 15,3%, relativamente a Maio do ano transacto, porém, o dos produtos cosméticos e de higiene, bem como o das farmácias cresceram 19,4% e 18,6%, respectivamente.
Já na comparação com Abril deste ano, o volume de transacções dos retalhistas de todos os sub-ramos do comércio a retalho subiu, realçando a DSEC que o volume de transacções dos relógios e joalharia aumentou 23%, ao passo que o do calçado subiu 19,3%.
Por sua vez, na área da restauração, registaram-se 1,15 mil milhões de patacas em transacções electrónicas, um aumento de 7,7% em termos anuais e de 9,5% em termos mensais. O volume de transacções nos restaurantes de comida rápida (“fast food”), comida ocidental e lojas de sopas de fitas e canjas ascenderam 16,2%, 13,2% e 9,8%, respectivamente.
Na comparação com o mês anterior, o volume de transacções dos proprietários de todos os sub-ramos da restauração também subiu. Neste campo, a DSEC destaca o volume das transacções dos restaurantes chineses e dos restaurantes de “fast food”, uma vez que registaram os maiores crescimentos mensais, de 16,3% e de 9,4%.
Estas estatísticas são fornecidas pelas principais instituições de Macau que recebem as facturas de pagamento electrónico (correspondendo a cerca de 95% do total) e compiladas depois de integradas nos dados dos Serviços de Estatística e Censos. De acordo com a DSEC, o volume de transacções com pagamento electrónico da restauração e do comércio a retalho representam cerca de 70% a 80% das receitas de cada ramo.



