Até ao final deste ano, onze lares de idosos subsidiados pelo Governo vão ser incluídos no plano piloto de serviço externo de saúde. Os idosos que já foram hospitalizados serão os principais beneficiários deste serviço

 

Viviana Chan

 

Com a entrada em funcionamento do Plano Piloto de Serviço Externo de Saúde para os Idosos, as autoridades pretendem alterar o local de serviço do Centro Hospitalar Conde de São Januário para os lares de idosos, subsidiados pelo Governo.

O director do departamento sénior do hospital público, Alvis Lo, revelou ontem que o plano piloto vai incluir um grupo de especialistas médicos, capaz de proceder a uma análise colectiva dos pacientes idosos, por forma a evitar que permaneçam durante muito tempo nas filas de espera para serem atendidos no Centro Hospitalar Conde de São Januário. Esses médicos são das áreas de Geriatria, Medicina Interna, Psiquiatria, Urgências e Medicina Física.

Durante o programa matinal do “Ou Mun Tin Toi”, Alvis Lo explicou que a primeira fase do plano de serviço externo passa por organizar um grupo de profissionais de saúde para averiguar a situação dos idosos nos lares.

Por sua vez, o chefe do Departamento de Solidariedade Social do Instituto da Acção Social, Choi Sio Un, apontou que os 11 lares de idosos envolvidos neste programa são subsidiados pelo Governo e disponibilizam um total de 1.510 camas, uma centena de enfermeiras e mais de 400 trabalhadores auxiliares, sendo que alguns contam com médicos.

Choi Sio Un frisou que, tendo em conta que muitos idosos sofrem de doenças crónicas, os cuidados de saúde nos lares podem complementar o tratamento médico. Ao mesmo tempo, a medida evita incómodos em termos de transporte e mobilidade para os pacientes.

De acordo com Alvis Lo, em média 4,5 idosos são encaminhados para as urgências do Hospital diariamente e 1,8 precisam de ficar internados, além de que alguns pacientes tinham de regressar várias vezes ao hospital.

Consciente da dificuldade que esses pacientes sentem para se deslocar ao hospital, o médico sublinhou que este plano vai focar-se nos idosos em lares ou nos que foram hospitalizados recentemente. A primeira fase vai começar no centro de serviços das Ilhas e, segundo o plano previsto, o serviço será estendido a 11 lares no quarto trimestre deste ano.

O Governo já contratou mais pessoal para a concretização do plano, assegurou Alvis Lo, garantindo que este serviço não vai dar muito mais trabalho aos médicos actuais. Mostrou-se ainda convicto que o plano terá um efeito positivo na melhoria da qualidade dos serviços de saúde.

Segundo noticiou a Rádio Macau, Choi Sio Un confirmou, por outro lado, que o Executivo vai estudar a possibilidade de abrir lares na China Continental, mas ainda não há um plano concreto. Essa opção dependerá da aquisição de terras, afirmou, ressalvando que além de um estudo sério é necessário ouvir a população.