Muito danificadas pelo tufão “Hato”, as Oficinas Navais Nº1, onde funciona o Centro de Arte Contemporânea, continuam fechadas para obras. Ao Jornal TRIBUNA DE MACAU, o Instituto Cultural adiantou que o plano de recuperação está focado na sala de exposições. As obras deverão ser concluídas durante este semestre

 

Liane Ferreira

 

As Oficinas Navais Nº1 foram gravemente danificadas com a passagem do tufão “Hato” e desde então têm-se mantido fechadas ao público. Em resposta à TRIBUNA DE MACAU, o Instituto Cultural (IC) avançou que as instalações, também conhecidas como Centro de Arte Contemporânea, “apresentam danos em diferentes graus e, temporariamente, não há condições para reabrir”.

“Após o tufão, o Instituto Cultural realizou imediatamente uma avaliação dos danos em geral e da segurança das Oficinas, elaborando um plano de recuperação para garantir a segurança da sala de exposições”, disse o organismo, acrescentando que as obras estão a ser realizadas ordenadamente.

As previsões apontam para que estejam concluídas no primeiro semestre do corrente ano.

As oficinas foram encerradas enquanto decorria a exposição do artista Alexandre Farto, mais conhecido como Vhils. Durante as inundações resultantes do tufão, algumas obras foram afectadas mas, segundo um comunicado emitido pelo IC na altura, poderiam ser recuperadas.

Devido “ao espaço limitado das galerias locais”, a exposição não reabriu, e as respectivas peças, que estavam no Museu de Arte de Macau foram enviadas para Hong Kong. No total, a mostra “Debris” apresentava 30 peças.

Denominadas originalmente como sala mecânica da Doca de D. Carlos I, as oficinas estão enquadradas na zona de manutenção de barcos e estaleiro do Governo, estando muito ligadas à história marítima de Macau. Aliás, o espaço está quase “paredes meias” com os Serviços de Alfândega, Museu Marítimo e Templo de A-Má. Além disso, destina-se a exposições e colaborações com grupos de teatro experimental, para integrar a componente visual da exposição com o espectáculo artístico.