A primeira parte de uma série documental do Instituto Internacional de Macau sobre a diáspora macaense no Norte da América vai ser apresentada ao público em geral no dia 24 deste mês, com exibição marcada na Universidade de Macau
O documentário “Macaenses – Uma Odisseia (parte I)” vai ser exibido ao público na Faculdade de Gestão de Empresas da Universidade de Macau no dia 24 de Janeiro, pelas 14h30. Depois da sua pré-estreia perante os participantes do recente Encontro de Jovens Macaenses, o vídeo sobre a diáspora macaense no Norte da América é agora apresentado à população em geral, sendo a entrada gratuita.
É a primeira parte de uma série de vídeos que começou a ser preparada pelo Instituto Internacional de Macau (IIM) depois do jornalista e investigador Joaquim Magalhães de Castro ter percorrido em finais de 2016 várias cidades do Norte da América, recolhendo o depoimento de macaenses que aí se tinham fixado para registar a sua história das vivências desses emigrantes e dos seus familiares, com apoio da Fundação Macau (FM).
O documentário foi produzido baseado em guião da investigadora Mariana Leitão Pereira, e finalizado por António Pinto Marques, com música original do compositor-músico Armando Santos, interpretada por Isabela Manhão Seto. Esta primeira fase apresenta “os testemunhos pessoais dos que viveram aqueles tempos conturbados em que decorriam a invasão do norte da China pelos japoneses, a retirada das famílias macaenses de Xangai, a subsequente Guerra do Pacífico e a ocupação de Hong Kong, período esse em que afluiu a Macau um número extraordinário de refugiados”, descreveu o IIM através de comunicado.
O objectivo da iniciativa passa por preservar as memórias das
comunidades macaenses espalhadas no mundo, sendo que cada segmento da série deverá apresentar períodos diferentes da história e vivências que dêem a conhecer às novas gerações as mudanças sociais que provocaram o fluxo migratório de pessoas de Macau para o exterior. O intuito é apresentar “as razões da sua ‘deslocação’ e lembrar-lhes de que o seu passado se encontra ainda enraizado em Macau”.
S.F.



