Associação realizou jantar comemorativo do Dia da Mãe
Associação realizou jantar comemorativo do Dia da Mãe

A Obra das Mães faz um balanço positivo da abertura da creche na Ilha da Montanha, mas de momento não vai seguir com mais projectos. O objectivo é manter a qualidade dos serviços

 

Salomé Fernandes

 

A creche “está a correr lindamente”. “Tivemos inscrições este ano muito além daquilo que estávamos à espera. Neste momento já temos cerca de 150 crianças na nova creche”, comentou Filomena Costa, vogal da direcção da Obra das Mães, sobre o espaço que abriu há menos de um ano no campus da Universidade de Macau na Ilha da Montanha.

A vogal da associação considera que existem creches suficientes em Macau mas os pais fazem uma maior selecção de onde colocam as crianças, com base na segurança, alimentação e educação providenciadas pelas instituições.

Neste momento, a Obra das Mães não prevê novos projectos, estando as atenções focadas em manter e melhorar a qualidade dos serviços. “Envolve muito trabalho, o de procurar pessoas para trabalhar”, disse à TRIBUNA DE MACAU, à margem de um jantar comemorativo do Dia da Mãe, onde se juntaram utentes dos vários lares da associação.

Filomena Costa indicou que apesar de neste momento não se considerar que há falta de profissionais, seria vantajoso ter maior margem de manobra. Nomeadamente de educadoras de infância.

A maior dificuldade que a instituição enfrenta neste momento está, porém, relacionada com os cuidados aos mais idosos. “Temos o único lar de cuidados especiais de Macau que é um mini-hospital. Há lá pessoas em coma profundo, alimentados a oxigénio, e com muita idade. A sociedade pede tanto, exige tanto, que temos a responsabilidade de, mesmo tendo cuidados, poder falhar nalguma coisa”, comentou.

“Antigamente as crianças e os idosos estavam em primeiro lugar, agora põem os pais no lar e não vão, não têm tempo para visitar”, lamentou. Uma pressão ultrapassada pela associação com esforço de equipa, garantiu.