A renovação da frota da Air Macau envolverá, pelo menos numa primeira fase, a substituição das aeronaves que voam actualmente para Tóquio e Osaka, revelou a companhia à TRIBUNA DE MACAU. Apesar da aquisição de cinco Airbus A321neo permitir apostar em destinos mais longínquos, a transportadora afasta a possibilidade de abrir uma rota para a Índia em 2019
Sérgio Terra*
A Air Macau elegeu o Japão como mercado prioritário no processo de renovação e modernização da sua frota, cuja implementação assentará na vinda de cinco aviões da família NEO da Airbus entre a primeira metade de 2019 e o primeiro trimestre de 2020. Os três Airbus A320neo que têm entrega prevista para o primeiro semestre do corrente ano, ao abrigo de um contrato de “leasing” celebrado com a “BOC Aviation”, vão substituir os aparelhos A319 actualmente usados nas ligações para Tóquio e Osaka, revelou a companhia aérea à TRIBUNA DE MACAU.
Embora o plano não preveja o alargamento da oferta de destinos no Japão, a Air Macau pretende reforçar a frequência das rotas para esse país, nomeadamente para Tóquio e Fukuoka. Segundo dados das plataformas globais de reservas de voos, os voos diários para o Aeroporto Internacional de Narita, que serve a região metropolitana da capital japonesa, deverão passar de um para dois a partir de 19 de Julho. No caso de Fukuoka, está planeado o aumento de três para quatro ligações por semana, a partir de 31 de Março.
Numa segunda fase, em Novembro deste ano e no primeiro trimestre de 2020, a transportadora irá receber ainda dois Airbus A321neo, noutro negócio de “leasing” selado com a “Air Lease Corporation” (ALC), mas a Air Macau não desvendou os planos traçados para esses reforços adicionais.
Os cinco aviões encomendados têm em comum o facto de oferecerem duas vantagens cruciais para a aviação comercial: melhor desempenho operacional e ecológico e a expansão da autonomia de voo. Atendendo à capacidade do A320neo para operar rotas mais longínquas, o site especializado “ch-aviation” chegou a equacionar a possibilidade da Air Macau vir a apostar finalmente no mercado indiano, no entanto, esse cenário não deverá concretizar-se a curto prazo.
“A Air Macau não tem planos para abrir uma rota para Mumbai, na Índia, em 2019, assegurou a empresa a este jornal.
Actualmente, a companhia opera ligações para 28 destinos, na China Continental, Taiwan, Tailândia, Vietname, Coreia do Sul e Japão, com uma frota formada por 18 aeronaves – 10 A321, quatro A320 e quatro A319 – com uma idade média de 7,79 anos.
Recorde de passageiros
Os planos para intensificar a frequência de algumas ligações são sustentados pelo aumento do universo de clientes da transportadora da RAEM. Segundo os dados facultados a este jornal, a Air Macau transportou 2.360.627 passageiros entre Janeiro e Setembro do ano passado, o que representa um acréscimo de cerca de 15,5% comparativamente aos primeiros nove meses de 2017.
Os números contabilizados até Setembro, período em que a taxa de ocupação dos voos atingiu 81,5% (mais 7,5 pontos em termos anuais), deverão traduzir-se num novo recorde de passageiros no cômputo geral de 2018 e num regresso às taxas de crescimento nesse domínio. Recorde-se que, em 2017, a Air Macau contabilizou 2.783.900 passageiros, menos 0,74% do que no ano anterior.
De acordo com dados divulgados pela Air China, o parâmetro ASK (“Available Seat Kilometer”) da Air Macau, que indica a capacidade disponível para passageiros, subiu 6,35% entre Janeiro e Setembro. Já o indicador RPK (“Revenue Passenger Kilometer”), que avalia a procura real de transporte, cresceu 17,14%.
* Com Viviana Chan



