A proposta de revisão do Regulamento de Segurança contra Incêndios já chegou ao Conselho do Executivo, revelou o segundo-comandante do Corpo de Bombeiros. Segundo Chao Ka Cheong, o novo regulamento deverá atribuir mais competências aos bombeiros, tanto na luta contra incêndios como na instalação de sistemas
Após uma série de críticas sobre os atrasos na revisão do Regulamento de Segurança Contra Incêndios, o segundo-comandante do Corpo de Bombeiros, Chao Ka Cheong, assegurou que a proposta já foi submetida ao Conselho do Executivo e deverá ampliar as competências dos “soldados da paz” nesse âmbito. Em concreto, o Corpo de Bombeiros poderá ter, por exemplo, poder de intervenção no que se refere à instalação de sistemas contra incêndios.
Confrontado com a polémica em torno da substituição de portas corta-fogo na habitação económica na Ilha Verde, Chao Ka Cheong rejeitou comentar o assunto, salientando apenas que o Gabinete para o Desenvolvimento das Infra-Estruturas (GDI) já deu uma explicação clara. Recorde-se que o GDI reiterou que as 269 portas existentes não estão em conformidade com as exigências actuais e têm de ser substituídas. Esse processo deverá envolver uma despesa de cerca de 40 milhões de patacas.
No final de Dezembro, o presidente da Associação Sinergia de Macau apontou para a existência de orientações e padrões desconhecidos usados pelos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes. Lam U Tou solicitou uma intervenção do Comissariado contra a Corrupção para investigar a implementação do referido regulamento.
Por outro lado, relativamente à morte de uma mulher numa cozinha por inalação de gás, o Corpo de Bombeiros emitiu um comunicado apelando aos cidadãos para que comprem aquecedores de água de marcas credíveis e contratem profissionais para a instalação. A corporação assegurou estar atenta aos incidentes fatais relacionados com gás e alertou o público para a necessidade de manter uma boa ventilação no interior de casa, sobretudo quando o gás é usado para aquecimento.
V.C.



