A Direcção dos Serviços de Finanças (DSF) está a receber opiniões até 18 de Fevereiro sobre o projecto de revisão das normas de relato financeiro (NRF) tendo como referência a versão de 2015 das Normas Internacionais de Relato Financeiro “a fim de as harmonizar com o desenvolvimento económico de Macau”. Segundo o documento, as NRF em vigor devem ser obrigatoriamente aplicadas por 1.000 entidades – empresas seguradoras, concessionárias da RAEM, offshores e outras empresas públicas. A “existência de normas de contabilidade adequadas não só satisfaz as exigências colocadas pelo desenvolvimento económico, como serve para impulsionar” o mesmo frisa a DSF. Além disso, as “trocas comerciais entre Macau e o exterior tornaram-se cada vez mais frequentes” pelo que, destaca o documento, “para aumentar ainda mais a relevância da informação constante das demonstrações financeiras para a tomada de decisões, é imperioso que as NRF “convirjam com as normas das regiões de onde são oriundos os rendimentos ou investidores”. Neste contexto, de notar que em 2016 o rendimento do investimento directo estrangeiro era de 48,75 mil milhões de patacas pelo que o papel que aquele investimento assume na “economia geral de Macau não pode ser ignorado”.