O presidente da Associação de Planeamento de Casamentos e Banquetes de Macau revelou que, nos primeiros seis meses deste ano, o sector dos casamentos local sofreu uma quebra anual de 40% no volume de negócios, o que se deve às mudanças no ambiente económico e à “nova mentalidade” de simplicidade entre os jovens relativamente às cerimónias de casamento. O fenómeno já conduziu algumas empresas de planeamento de casamentos de pequena dimensão a deixarem este mercado e outras a recorrerem à transformação
As mudanças no ambiente económico em geral e a “nova mentalidade” assumida por muitos jovens têm levado o sector dos casamentos de Macau a registar um declínio significativo no volume de negócios, que registaram uma quebra de quase 40%, em termos anuais, na primeira metade deste ano, notou o presidente da Associação de Planeamento de Casamentos e Banquetes de Macau. Segundo descreveu, a atmosfera do mercado no presente ano é “pior” do que a verificada no ano passado.
“Isto provavelmente porque os principais consumidores do mercado de casamentos – nubentes nascidos depois de 2000 – passaram a assumir uma mentalidade de simplificar a cerimónia de casamento, em vez de adoptar um banquete tradicional com muitas mesas. Portanto, gastam cada vez menos com as cerimónias de casamento”, apontou Pang Man Hoi.
Citado pelo jornal “Ou Mun”, o líder associativo referiu ainda que, no passado, era comum uma cerimónia de casamento com 20 a 30 mesas e os gastos costumavam ser elevados incluindo os serviços de decoração e fotografia. No entanto, actualmente, a dimensão habitual das cerimónias foi já reduzida para um banquete com apenas sete ou oito mesas.
Por outro lado, cada vez mais nubentes escolhem restaurantes para acolher as suas cerimónias de casamento, em vez de hotéis, o que os ajuda a reduzir naturalmente as despesas.
Segundo exemplificou, os honorários de organização de um casamento diminuíram do montante anterior, entre 20 mil e 50 mil patacas, para 10 mil a 30 mil patacas, o que reflecte uma quebra significativa.
O responsável confessou que as empresas de grande dimensão dedicadas ao planeamento de casamentos, embora enfrentem igualmente pressões operacionais, ainda “conseguem manter operações estáveis”. Pelo contrário, empresas do género de pequena dimensão têm enfrentado muitas dificuldades, tendo algumas já deixado este mercado e outras optado pela transformação, passando a apostar mais no planeamento de publicidade ou noutros tipos de serviços, no intuito de compensar a queda de receitas.
Por sua vez, o “responsável de uma empresa de planeamento de casamentos” disse ao jornal “Ou Mun” que o fenómeno que tem desafiado a sobrevivência do sector se prende com a procura dos jovens por permanecerem solteiros ou casarem mais tarde e a preferência por usar o dinheiro que seria destinado à cerimónia de casamento para viajar. Actualmente, apenas o serviço de fotografia de casamento continua a registar procura, constatou, fazendo previsões “pouco optimistas” em relação aos negócios do sector na segunda metade do ano.
De acordo com as estatísticas demográficas da Direcção dos Serviços de Estatísticas de Censos, registaram-se 633 casamentos em Macau no segundo trimestre do corrente ano, ilustrando uma quebra de 22,2% em relação ao primeiro trimestre, período em que foram celebrados no território 814 casamentos. No total, Macau registou 1.447 matrimónios no primeiro semestre de 2026, número semelhante ao de 1.442 anotado no período homólogo de 2025.



