O coordenador do GAES revelou que está a negociar com o Conselho dos Reitores das Universidades Portuguesas no sentido de serem criadas mais bolsas para alunos da RAEM que frequentem cursos de pós-graduação em Portugal
O coordenador do Gabinete de Apoio ao Ensino Superior (GAES) acredita que, com a criação do Fundo do Ensino Superior, o organismo que lidera terá “maior capacidade financeira para dar apoio às universidades, incluindo com bolsas de intercâmbio de alunos locais e não-locais e recursos para apoiar o desenvolvimento de projectos universitários”. Tudo isto são coisas que “queremos fazer no próximo ano”, garantiu Sou Chio Fai, notando que o Fundo está ainda “na fase de preparação”.
“Além do Fundo, estamos a falar com o Conselho dos Reitores das Universidades Portuguesas para ver se é possível dar também bolsas a alunos de Macau que façam um curso de pós-graduação em Portugal”, adiantou.
Nos últimos cinco anos houve um aumento de 70% no número de estudantes de Macau nas universidades portuguesas, salientou Sou Chio Fai, indicando que, actualmente, mais de 300 estão a estudar em Portugal.
Por outro lado, os estudantes oriundos dos países lusófonos na RAEM são cerca de 140, referiu. “É muito bom porque durantes estes cinco anos aumentou para três vezes mais”, frisou.
Na sexta-feira o Fórum de Reitores contou com uma sessão dedicada à cooperação entre a Província de Jiangsu, as universidades de Macau e lusófonas. O coordenador do GAES garante que aquela Província “quer sempre Macau como plataforma de intercâmbio entre as universidades de Jiangsu e as portuguesas ou lusófonas”. As áreas de colaboração prevêem normalmente “intercâmbio de alunos, professores, projectos de investigação científica”, explicou à TRIBUNA DE MACAU, convicto de que existe “largo espaço de cooperação”.
Sou Chio Fai entende que o Fórum de Reitores demonstra “a importância de Macau como plataforma de intercâmbio entre instituições de ensino superior da China e dos Países Lusófonos”. Além disso, “Macau vai ser um centro de formação de quadros bilingues e é uma boa oportunidade para desempenharmos esta função aqui, não só formando quadros bilingues locais mas também satisfazendo as necessidades das universidades chinesas e dos países lusófonos”.
Neste âmbito, Sou Chio Fai salienta que, por um lado, há universidades chinesas que pretendem dar os primeiros passos na formação em Língua Portuguesa e, por outro, instituições lusófonas interessadas em investir no Mandarim. “Não tem só a ver com a formação linguística mas também com projectos de cooperação em termos de investigação científica e co-organizar laboratórios e programas conjuntos. Esta primeira edição é para dar espaço de conversa e intercâmbios entre reitores e dirigentes do sector do ensino superior”, referiu.
I.A.



