Perante preocupações levantadas sobretudo por Sulu Sou e Agnes Lam sobre o crescente poder da polícia e a sugestão de reforço de competências da Comissão de Fiscalização das Forças de Segurança, Wong Sio Chak garantiu que não está a dar demasiado poder às autoridades
O alargamento de competências da área da segurança gerou preocupações por parte de Agnes Lam e Sulu Sou que questionaram se não seria possível reforçar os poderes da Comissão de Fiscalização da Disciplina das Forças e Serviços de Segurança. “Podemos fazer uma auscultação pública sobre o alargamento das competências [da Comissão]?”, interrogou o mais jovem deputado da Assembleia Legislativa.
O Secretário para a Segurança desvalorizou as preocupações apesar de asseverar que tem uma postura “aberta” sobre esta matéria. “Quanto ao alargamento dos poderes da Comissão, a minha tutela assume uma posição de abertura. Algumas propostas de lei foram aprovadas e há preocupação com o alargamento excessivo de poderes da polícia. A criação de uma estrutura jurídica não quer dizer que estamos a criar poderes sem limites”, destacou Wong Sio Chak.
Porém, indicou, isto implica “conceder mais trabalhos à Comissão de Fiscalização”, fazendo com que ela tenha mais peso e seja obrigada a dar formação a agentes.
Ao mesmo tempo, o governante recordou que o alargamento de competências tem a ver nomeadamente com a possibilidade de ocorrência de crimes nas áreas marítimas concedidas à RAEM. “É por causa da prática de crime nas zonas marítimas, por isso é que alargámos os poderes”, justificou o Secretário para a Segurança.
I.A.



