20140107-116f
Deputado quer que seja o Instituto Cultural a gerir e coordenar todos os museus

 

Chan Meng Kam acha que os museus locais não estão a trabalhar bem na sensibilização às visitas. O deputado aponta ainda que nem os residentes de Macau conhecem estes espaços, sugerindo ao Instituto Cultural que passe a ser o gestor dos museus para que haja uma política e publicidade mais fortes, promovendo melhor os pontos turísticos no território

 

Viviana Chan

 

Numa interpelação escrita dirigida ao Governo, Chan Meng Kam observou que o funcionamento dos museus de Macau absorve muito dinheiro público, no entanto, “o número de seguranças é maior do que os visitantes”. O deputado manifestou o seu descontentamento sobre a gestão dos museus do território, advertindo que há 21 espaços geridos por organismos diferentes da Função Pública.

Segundo observou, “a gestão dos museus faz-se de forma independente e falta uma coordenação central”, sublinhando que esta situação leva a que os museus sejam desconhecidos pelos turistas e pela própria população residente.

Na opinião de Chan Meng Kam, há falta de sensibilização e publicidade profícuas sobre estes pontos turísticos, atribuindo também responsabilidade às consequências da gestão independente praticada. “A sensibilização é muito limitada”, acrescentando que “nem os residentes conhecem os museus de Macau”.

O deputado transmite na interpelação que a sua avaliação é a de que os recursos turísticos são parte importante dos factores que contribuem para a concretização da RAEM como centro mundial de lazer e turismo. Por isso, o Governo deve dar maior importância a este aspecto.

Para resolver a falta de comunicação entre as várias entidades gestoras dos museus, o deputado sugere que o Instituto Cultural possa desempenhar o papel de gestor e coordenador de todos os espaços existentes no território.

Segundo a sua observação, o investimento para o funcionamento destes museus públicos é muito alto, porém, o resultado “não é satisfatório”. Indicando que embora os museus não tenham fins lucrativos, “as despesas para manter o serviço devem ser razoáveis”.

Chan Meng Kam pediu a divulgação das despesas de todos os museus de Macau e solicitou ainda um estudo de avaliação sobre a gestão dos mesmos. Na mesma interpelação escrita, o deputado lembra ainda a decisão de avançar com uma obra de alargamento do Museu Marítimo, questionando sobre a necessidade de investimento e em que medida o plano está a avançar.