Como medida a curto prazo de prevenção de inundações na zona do Porto Interior, vão ser construídos muretes de 1,5 metros de altura, num comprimento total de 2,13 quilómetros, entre a Escola de Pilotagem e o Edifício Portuário do Lam Mau. No entanto, a directora da DSAMA admitiu que o projecto não ficará concluído antes da época de tufões deste ano. Assim, as empresas a operar nos cais continuarão a ter de recorrer aos métodos actuais

 

O projecto de construção de uma barragem de marés na foz da via fluvial de Wanzai, uma medida que visa resistir a inundações que possam ocorrer uma vez em 200 anos, está a ser desenvolvido pela Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes. Mas antes disso, tem de ser estudada uma proposta a curto prazo, porque esse plano demorará alguns anos até ser concretizado. O resultado do estudo da proposta foi apresentado ontem por Xie Yufeng, subdirector do Instituto de Estudo Científico de Recursos Hídricos do Rio das Pérolas, numa reunião organizada pela Direcção dos Serviços Marítimas e de Água (DSAMA).

Tendo em conta a topografia do Porto Interior, as instalações de prevenção de inundações existentes, a viabilidade e o investimento na construção, concluiu-se que a solução a curto prazo será a construção de muretes de protecção contra inundações, semi-desmontáveis e totalmente desmontáveis e de betão armado, com uma altura de 1,5 metros. Estas instalações destinam-se a resistir a cheias que surgem uma vez a cada 20 anos com maré de 4,8 metros de altura.

Segundo o especialista, a obra vai da Escola de Pilotagem até ao Edifício Portuário no Lam Mau, tendo 2,13 quilómetros de comprimento. Além disso, serão instalados 13 poços para bombas fixas, com vista a reforçar a capacidade de escoamento e aperfeiçoar as instalações de prevenção de retorno de fluxo dos esgotos.

Representantes de empresas utilizadoras dos cais do Porto Interior foram convidados para a reunião e pediram ao Governo que tenha em consideração o ambiente operacional na elaboração da proposta. Para além disso, pediram mais comunicação antes da realização das obras, para minimizar o impacto do projecto. A proposta prevê reservar nas paredes contra cheias um espaço para entrada e saída de veículos para utilização das empresas.

Nas preocupações do empresariado da zona está o prazo de execução da obra, o tempo necessário para a colocação dos painéis de retenção e a capacidade de resistência dos muretes. Além disso, também existem questões sobre se a empreitada poderá afectar a velocidade de vazante e como se iniciará o mecanismo de urgência.

Apesar de tudo, como ainda falta a concepção do projecto, para além da adjudicação e execução, Susana Wong, directora da DSAMA, indicou que as paredes contra inundações não ficarão construídas antes da época de tufões deste ano. Assim, confirma-se que as pontes cais vão ter de recorrer às instalações e métodos actuais, nomeadamente à medida de “remate de fissuras” para enfrentar os próximos tufões.

 

R.C.