Nos primeiros três meses do ano, a Polícia fez quase 1.900 autuações a taxistas. Além de questões como cobrança excessiva e recusa de tomada de passageiros, os taxistas foram acusados de apropriação ilegítima de bens deixados nos veículos

 

Para garantir a imagem de Macau enquanto cidade internacional de turismo e lazer, as autoridades garantem que continuam a investir na fiscalização aos taxistas. No primeiro trimestre de 2018, a polícia fez 1.878 autuações a taxistas, um aumento de 587 multas em comparação com as 1.291 no período homólogo do ano passado, o que representa uma subida de 45,5%.

Entre as multas nos primeiros meses do ano houve 1.192 relacionadas com cobrança excessiva, correspondente a 63,5% dos casos, 436 de recusa de tomada de passageiros (23,2% do total) e 47 autuações por prestação de serviço de transporte ilegal.

Os taxistas são também mencionados nos crimes contra o património. Do total de 691 casos relacionados com o crime de apropriação ilegítima em caso de acessão ou de coisa achada, houve 346 situações relacionadas com “residentes e turistas que deixaram os bens dentro dos táxis”, o que traduz uma subida de 104%, em comparação com os 169 casos desta natureza registados no período homólogo do ano passado.

Além disso, contabilizaram-se 14 burlas durante o pagamento dentro do táxi, correspondendo a mais um caso do que em 2017.

O Corpo de Polícia de Segurança Pública refere que, uma vez que está em causa também a “conveniência de deslocação dos cidadãos”, vai continuar a executar os seus trabalhos, resolvendo todas as infracções de forma justa e imparcial, bem como articulando com os serviços competentes na promoção dos trabalhos de legislação.

 

I.A.