Arnaldo Santos, presidente do Instituto de Habitação desde 2016, faleceu ontem aos 63 anos. Licenciado em Engenharia Electrotécnica, iniciou a carreira na função pública em 1985. Ao Jornal TRIBUNA DE MACAU, o Provedor da Santa Casa da Misericórdia lamentou a morte do “irmão Arnaldo Santos”, que foi mesário da instituição durante 24 anos. “É uma grande perda”, afirmou António José de Freitas
Catarina Pereira
O presidente do Instituto de Habitação, Arnaldo Santos, morreu na manhã de ontem, aos 63 anos. Arnaldo Santos, que liderava o Instituto de Habitação desde 1 de Janeiro de 2016, iniciou a carreira na função pública nos anos 80. Desempenhava também funções como membro efectivo da Mesa Directora da Santa Casa da Misericórdia de Macau.
Licenciado em Engenharia Electrotécnica do Instituto Superior Técnico da Universidade Técnica de Lisboa, iniciou funções na Teledifusão de Macau (TDM) em 1985, como profissional de Engenharia, tendo assumido uma série de cargos até 2005: chefe dos Serviços de Transmissões, director técnico, director técnico da Rádio e director técnico e de Produção.
Entre 2005 e 2016, Arnaldo Santos foi coordenador do agora extinto Gabinete para o Desenvolvimento do Sector Energético. Arnaldo Santos desempenhou também funções de delegado do Governo na Companhia de Electricidade de Macau, membro do Conselho de Ciência e Tecnologia, do Conselho Consultivo do Ambiente e do Conselho Administrativo do Fundo para a Protecção Ambiental e a Conservação Energética.
Entre 1990 e 2004, exerceu como engenheiro projectista em regime liberal. Além disso, foi docente, a tempo parcial, do curso de Engenharia da Universidade de Macau, entre 1990 e 1996.
Foi depois em 2016 que o Secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raimundo do Rosário, nomeou Arnaldo Santos, em comissão de serviço, para exercer as funções de presidente do Instituto de Habitação.
O Provedor da Santa Casa da Misericórdia, António José de Freitas, lamentou a morte do “irmão Arnaldo Santos”, que consigo cumpriu 12 mandatos na instituição de solidariedade social. “É uma grande perda, não só para a comunidade macaense, como também para a Santa Casa. Durante 24 anos, desde 2000, esteve sempre connosco”, recordou, em declarações ao Jornal TRIBUNA DE MACAU.
Sobre os anos em que Arnaldo Santos esteve à frente do Instituto de Habitação, António José de Freitas considera que fez “um bom trabalho”, lembrando que as questões relacionadas com a habitação social e económica estão agora muito mais claras.
“Estou mesmo muito triste com a notícia”, sublinhou António José de Freitas, lembrando Arnaldo Santos como uma pessoa “serena” e “reservada”. “É muito triste, ainda mais pela idade que tinha. Era um macaense com uma cabeça brilhante, uma pessoa muito inteligente”, descreveu o Provedor.



