Moradores do Edifício Lap Hing, na Praia Grande, acusam uma loja de conveniência com 40 anos, situada no corredor do prédio, de ser uma construção ilegal. Porém, o proprietário da loja garante ter o devido registo comercial
Rima Cui
Um grupo de moradores do Edifício Lap Hing, na Rua do Pedro José Lobo, está contra a operação da loja de conveniência “Cyun Kei”, em funcionamento há quatro décadas no corredor de entrada do prédio, alegando ter descoberto e confirmado junto dos Serviços de Obras Públicas e Transportes (DSSOPT) que a loja é, afinal, uma construção ilegal.
Aos jornalistas, um dos proprietários do prédio, também dono do Estabelecimento de Comida “Vitória”, situado nas traseiras da loja em causa, alertou para a necessidade de realizar obras para pôr fim aos problemas de mau cheiro do esgoto na zona. Porém, disse que não pode avançar sem a loja ceder o espaço, já que será preciso entrarem camiões no local.
“Os donos da loja não colaboram, porque as obras colocam em risco as instalações do estabelecimento. No dia 6 de Dezembro, recebemos uma carta do advogado do dono da loja, que ameaçou exigir uma indemnização aos proprietários do edifício se a obra causasse prejuízos à loja”, salientou o dono do restaurante, assegurando que a DSSOPT disse que “só pode proceder à demolição da construção, quando os documentos estiverem prontos”.
Acompanhado pelo deputado Sulu Sou, o representante pediu ao Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais para verificar a legalidade da licença da loja, expressando dúvidas sobre uma autorização do organismo para ocupar a entrada do prédio. Além disso, apelou a uma investigação da CEM e Macau Water.
Pelo contrário, Ng, filho do dono da loja, desmentiu algumas acusações, garantindo que o pai colaborou sempre com os moradores sobre a obra e até sugeriu o fecho temporário do estabelecimento. A mãe de Ng assegurou que o espaço tem licença de registo comercial e paga as despesas de água e electricidade legalmente. Além disso, frisou nunca ter recebido qualquer aviso da DSSOPT.



