A Moody’s subiu a perspectiva de notação da RAEM de “negativa” para “estável”, embora tenha mantido a notação de crédito de longo prazo de emitente “Aa3”. A notação “Aa3”, posicionada no quarto nível mais elevado, atribuída à RAEM é fundamentada pela agência de notação financeira internacional com a “situação muito sólida das finanças públicas e dos pagamentos externos da RAEM, a que acresce a circunstância de inexistirem quaisquer encargos com dívidas por parte do Governo”, o que continuará a conferir ao território “uma forte capacidade de resistência a choques”. Além disso, a decisão da Moody’s surge na sequência de ter ajustado em alta as perspectivas do Continente chinês. Isto, tendo em conta “a estreita ligação económica entre a RAEM e o Interior da China, e considerando que a robustez macroeconómica e a solidez das finanças públicas do Interior da China têm demonstrado elevada resiliência perante choques externos”, pode ler-se numa nota de imprensa divulgada pela Autoridade Monetária de Macau. Segundo a Moody’s, do lado positivo, “as perspectivas de crescimento de Macau poderão beneficiar de um avanço mais rápido no sentido da diversificação económica do que o que actualmente prevemos”. Porém, reitera, “Macau está vulnerável a uma série de potenciais choques, em particular aqueles relacionados com a evolução económica, financeira e política na China continental”.