Um mês depois de ter assumido funções oficialmente, Cecília Tse demitiu-se da presidência do Instituto Cultural, alegando motivos de saúde. A sucessora deverá ser Mok Ian Ian, que conta já com vários anos de experiência na Administração Pública, vastos conhecimentos artísticos e culturais, entre outras competências
Catarina Almeida
Cecília Tse demitiu-se do cargo de presidente do Instituto Cultural (IC), devido ao seu “estado de saúde”, anunciou ontem o organismo. Cecília Tse assumiu funções a 20 de Dezembro mas, poucos dias depois, pediu baixa médica. No início deste mês, o Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura referiu que Cecília Tse estava a recuperar de um tratamento médico. Ainda assim, Alexis Tam garantiu que o funcionamento do organismo estava a decorrer dentro da normalidade esperada.
Contudo, e alegando “motivos de saúde”, Cecília Tse apresentou o pedido de cessão da sua comissão de serviço como presidente do IC – pedido esse que foi aceite por Alexis Tam. Embora lamentando, o titular da pasta dos Assuntos Sociais e Cultura disse respeitar a decisão de Cecília Tse a quem desejou um “rápido restabelecimento”.
Alexis Tam revelou que já sugeriu ao Chefe do Executivo a nomeação de Mok Ian Ian para assumir a presidência do Instituto Cultural. “O Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura considera que Mok Ian Ian possui a competência profissional e as aptidões necessárias para assumir o cargo de presidente do IC devido à sua experiência na Administração Pública e conhecimento sobre o desenvolvimento artístico e cultural local”, destaca num nota divulgada pelo seu Gabinete.
Autora, mestre e doutorada em Ciência de Teatro Chinês pela Universidade de Nanquim, Mok Ian Ian licenciou-se em Jornalismo Internacional pela Universidade de Jinan. Em 1994, ingressou na Função Pública, onde exerceu funções de técnica superior no Gabinete de Comunicação Social. Seis anos depois, assumiu a chefia da Divisão de Projectos Especiais do IC e, entre 2001 e 2011, trabalhou na Delegação da RAEM em Pequim na área de promoção cultural e relações com os media. Recentemente fez parte do Conselho de Administração do Fundo das Indústrias Culturais e, desde Abril de 2017, exerce funções de técnica especialista no GCS.
Resta agora aguardar pela confirmação oficial de Chui Sai On em relação à sugestão do Secretário Alexis Tam. Aquando da sua tomada de posse, Cecília Tse reconheceu que o cargo representava uma “pesada responsabilidade”. Além disso, garantiu que iria “auscultar modestamente as opiniões que provêm de sectores diferentes da sociedade e, sobretudo, de especialistas do sector cultural”, e estabelecer uma melhor comunicação com os media.
Desde Janeiro do ano passado que o IC tem passado por mudanças na liderança. Com a saída de Cecília Tse da presidência esta é já a terceira vez, no prazo de um ano, que o organismo sofre alterações. Ung Vai Meng, que estava ao leme do IC desde 2010, apresentou a demissão em Janeiro de 2017. Um mês depois, Leung Hio Ming assumiu o cargo mas acabou por apresentar a demissão em Dezembro na sequência do processo disciplinar instaurado à anterior direcção do IC.
Umas semanas depois, o Secretário Alexis Tam anunciava a nova presidente que, pouco mais de um mês de tomar posse, deixa agora o cargo.



