Actualmente, mais de 200 médicos ou terapeutas formados em Medicina Tradicional Chinesa integram o sistema público de saúde de Moçambique. Este país é, aliás, o foco de um conjunto de estratégias de Macau para desenvolver esse sector, tendo sido já registado um medicamento da RAEM em Moçambique
A estratégia de Macau para o desenvolvimento da Medicina Tradicional Chinesa (MTC) foi alvo da atenção dos deputados Agnes Lam e Chan Iek Lap, que indagaram sobre a cooperação com países africanos e efeitos do Parque Científico e Industrial de MTC.
De acordo com o documento das LAG para 2019 existem quatro projectos envolvendo Moçambique e a MTC, nomeadamente a organização de acções de formação, integração de cursos de MTC no ensino secundário de Moçambique, registo e comércio de produtos de MTC para obtenção de licenças de comercialização e concretização do Centro de Medicina Chinesa de Moçambique, projecto que deverá estar concluído em Dezembro de 2019.
Além deste país, apenas a União Europeia merece destaque nas orientações, tendo em vista o estudo para o registo de um lote experimental de produtos e suplementos alimentares dietéticos de MTC.
Na sessão das LAG de ontem, uma assessora da Secretaria para a Economia e Finanças explicou que o plano de formação, em cooperação com o Ministério da Saúde de Moçambique, já resultou na formação de mais de 200 médicos ou terapeutas para trabalharem em hospitais públicos.
No seguimento da questão de Chan Iek Lap sobre a possibilidade da Universidade de Chengdu criar uma instituição de ensino em Macau, a assessora rejeitou a ideia e esclareceu que a universidade coopera nesses planos com os seus recursos. Além disso, está aberta a desenvolver actividades no Parque Científico e Tecnológico e a admitir alunos de países africanos.
Em relação à crítica de Agnes Lam relativamente à existência de apenas uma marca registada local de MTC em Moçambique, salientou ser necessário fazer mais pelas marcas locais, 40 ao todo. Porém, é difícil satisfazer muitos critérios para sair do território. É nesta vertente que a plataforma pode ser útil para elevar as técnicas, apoiar na criação e venda de novos produtos.
De acordo com as LAG, a plataforma de serviços públicos do Parque já entrou em funcionamento, começando as empresas da MTC de qualidade do Interior da China e as de PME de Macau a estabelecerem-se progressivamente.
Além disso, é indicado que serão seguidas as políticas de saúde aplicadas na Província de Hainão, de modo a elevar o grau de atractividade do Parque.
L.F.



