Ao longo de três dias, foram assinados 75 protocolos na MIF e na PLPEX e realizadas mais de 400 sessões de negociação, o que representa um aumento de cerca de 10% face a 2017. O IPIM classifica a edição deste ano como um “grande êxito”

 

Liane Ferreira

 

Chegaram ao fim a 23ª Feira Internacional de Macau (MIF) e a Exposição de Produtos e Serviços dos Países de Língua Portuguesa (PLPEX), numa edição considerada como um “grande êxito” pelo Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento (IPIM). A próxima edição está já marcada para o período de 17 a 19 de Outubro de 2019.

Em declarações ao “Ou Mun Tin Toi”, Jacinto Luiz, vogal executivo do Conselho de Administração do IPIM, afirmou que este ano registou-se um acréscimo de cerca de 10% em termos de protocolos e de sessões de negociação, face a 2017.

Dados oficiais indicam que foram assinados 75 protocolos nas áreas de convenções e exposições, comércio electrónico transfronteiriço, turismo, indústria cultural e criativa, agricultura, tecnologia da protecção ambiental, formação de talentos, “Big Data de Saúde” e promoção e agenciamento de produtos. Além disso, realizaram-se mais de 400 sessões de negociação na zona de Bolsas de Contacto.

Segundo a organização, os dois certames serviram de plataforma de promoção, exposição, comunicação e intercâmbio, para empresas do Interior da China, lusófonas, dos países da iniciativa “Uma Faixa, Uma Rota” e do resto do mundo, “ajudando-as a atrair capitais do exterior e a expandir-se para o exterior”.

Ao longo de três dias, tiveram lugar 30 fóruns, conferências, seminários de promoção e outras actividades de apoio, como foram os casos da 8ª edição da Exposição Conjunta dos Membros do ATPF (Fórum para a Promoção do Comércio Asiático), Fórum para o Comércio e Investimento entre Moçambique, Província de Fujian e Macau e a 8ª Cimeira para o Desenvolvimento Comercial e Industrial da Província de Jiangsu, Macau e Países de Língua Portuguesa.

Do último dia do programa, o IPIM refere que as “actividades de Experiência de Produtos Alimentares dos Países de Língua Portuguesa da PLPEX atraíram cerca de cem comerciantes e criaram uma atmosfera animada”, sendo que os espectáculos de música e dança e desfile de moda também despertaram o interesse de comerciantes e público em geral.

Os pavilhões de Moçambique e de Fujian, parceiros nesta edição da MIF também cativaram vários empresários chineses e estrangeiros. No pavilhão de Moçambique, foram apresentados vários projectos de investimento locais, materiais de construção, imóveis, produtos alimentares, bebidas e artesanato local. Já na área de Fujian promoveram-se sobretudo produtos alimentares, chá, cerâmica artesanal, têxteis, vestuário e calçado, malas, tecnologia electrónica e até navios.

Durante a MIF decorreu ainda a 15ª Cimeira Mundial dos Empresários Chineses, que incluiu várias actividades relacionadas com o planeamento do desenvolvimento da Grande Baía e do funcionamento da Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau. O objectivo deste fórum foi discutir o modo como empresários chineses locais e ultramarinos podem aproveitar vantagens, como a ampla rede de contactos, relações de amizade sólidas e a linguagem partilhada “para agarrarem as boas oportunidades provenientes da construção da Grande Baía”. Deste modo, pretende-se que aproveitem o papel da RAEM como plataforma sino-lusófona, o mecanismo multilateral de cooperação comercial no quadro do Fórum de Macau e as medidas preferenciais de isenção de direitos aduaneiros no âmbito do CEPA para criar mais oportunidades de negócio. A cimeira contou com mais de 1.500 representantes de empresários chineses oriundos de 38 países e regiões.