O presidente do IPIM acredita que o aumento da participação na MIF deve-se ao facto de cada vez mais empresários conseguirem expandir os seus negócios através dessa plataforma. No total, são esperados 4.600 participantes. De Portugal virão mais de 70 empresas, algumas estreantes

 

Fátima Almeida

 

A Feira Internacional de Macau (MIF, na sigla inglesa) abre portas na próxima semana com a maior participação de sempre de empresários portugueses e com um registo de inscrições que inspira a confiança da organização. O presidente do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM) afirmou que o evento tem assumido um papel de plataforma para as empresas que procuram estender os negócios no vasto Continente chinês.

“A MIF está cada vez mais atractiva e tem-se revelado uma plataforma útil para que os participantes expandam os seus negócios para o Interior da China. Esta é provavelmente uma das razões de atrairmos mais pessoas”, referiu aos jornalistas Jackson Chang, exemplificando com o caso português. “Este ano, a área do Pavilhão de Portugal terá o dobro da registada no ano passado e, por isso, estamos à espera de mais empresários portugueses porque querem entrar no Continente”.

Com mais de 1.900 “stands”, a MIF regista este ano uma subida de 5,6%, em relação a 2012. Só o Pavilhão de Portugal ocupará 1.000 metros quadrados para albergar cerca de 70 empresas, tal como o JTM avançou na edição de ontem. Algumas empresas portuguesas estarão ainda em outros stands como o Pavilhão do Fórum Macau (e não Pavilhão de Macau como por lapso o JTM ontem indicou). Este aumento foi justificado por Jackson Chang com o facto de este ano se realizar entre 5 e 6 de Novembro a 4ª Conferência Ministerial do Fórum Macau e devido à necessidade dos empresários virem à China fomentar negócios noutros eventos.

No total estima-se que estejam presentes, durante os quatro dias do evento, 4.600 empresários e convidados de diversos sectores, locais e externos, para as exposições e conferências. Além das bolsas de contacto, serão ainda organizados 50 fóruns.

Jackson Chang analisou os números concluindo que o incremento no número de expositores “não foi muito superior” em relação a 2012, mas é satisfatório. “O aumento é de 5,6%, percentagem de que estávamos à espera. É um aumento razoável”, disse o presidente do IPIM, enfatizando o aumento contínuo dos participantes ao longo de 18 edições.

O responsável do IPIM referiu ainda que o evento é um mecanismo para promover a diversificação, ao salientar que o sector das indústrias culturais e criativas tem vindo a ter uma participação mais forte.

Para já, Jackson Chang não quis revelar o orçamento do evento remetendo a divulgação desses dados para mais tarde.

 

Estreia de empresa portuguesa

À procura da sua sorte a Oriente estará o grupo “Onebiz”. O objectivo da empresa centra-se em “dar continuidade à expansão do negócio das suas marcas e da rede de franchisados para o continente asiático”, refere um comunicado do grupo enviado a este jornal.

Segundo a directora do departamento de marketing e comunicação da “Onebiz”, “a presença na MIF será essencial para dar a conhecer as marcas do grupo através de uma comunicação direta com possíveis franchisados e master franchisados, capazes de dar continuidade ao grande projeto de internacionalização que está a ser executado”.

“O mercado asiático, principalmente Macau e China [Continental], deve ser alvo de especial enfoque, pois pelo perfil das nossas marcas existem elevadas potencialidades para todas as nossas áreas de negócio”, salientou Ana Correia, ao notar que a empresa já está presente em 33 países pelo que agora procura uma porta de entrada na Ásia.

 

Três empresas com projecto para a Ilha da Montanha

A cerca de 20 dias do fim do prazo de candidaturas para a entrega de projectos de investimento local na Ilha da Montanha, o IPIM recebeu três pedidos. Os planos envolvem áreas como a alta tecnologia e alimentação, mas ainda não foi possível apurar as empresas em questão, uma vez que os documentos entregues só serão abertos no final do mês. Recorde-se que as regras exigem um investimento mínimo de 100 milhões de yuans e um volume anual de negócios superior a 300 milhões.