A falta de técnicos do Metro Ligeiro preocupa Ella Lei, no entanto, a DSAL garantiu que já está a preparar a formação de mão-de-obra e será prudente na importação de funcionários
Viviana Chan
A Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) vai ser prudente na avaliação dos pedidos de importação de técnicos do Metro Ligeiro, garantiu o organismo numa resposta à deputada Ella Lei. Além disso, assegurou que o Governo dará prioridade à contratação de trabalhadores residentes.
“Depois de algum tempo de funcionamento do Metro Ligeiro, se os trabalhadores residentes estiverem aptos para assumir os cargos técnicos, deveremos aplicar um mecanismo de saída dos técnicos não residentes”, disse a DSAL.
Na resposta, os mesmos serviços garantiram já ter iniciado os trabalhos de preparação de acções de formação de pessoal para o Metro Ligeiro. Embora não haja um calendário concreto, a DSAL afirmou estar a planear uma formação baseada nos requisitos do Gabinete para as Infra-estruturas de Transportes. Por outro lado, o grupo de técnicos deverá ser treinado pelo fornecedor do sistema do Metro Ligeiro.
Na interpelação escrita, Ella Lei manifestou preocupação com a ausência de um plano de formação para o pessoal que se vai responsabilizar pelo funcionamento, gestão, conservação e reparação da infra-estrutura.
Nesse sentido, a DSAL assegurou que de forma geral, são precisas “centenas de trabalhadores para manter o Metro em funcionamento, uma grande parte para gestão das paragens”. Tendo em conta que mecânicos e electricistas são as especialidades mais em falta, a DSAL prometeu organizar cursos de formação de forma contínua para atrair mais jovens para essas áreas.



