O Executivo vai iniciar “em breve” um estudo sobre a criação de um traçado do Metro Ligeiro que poderá ligar o Terminal Marítimo do Pac On à Zona A dos Novos Aterros e ao Posto Fronteiriço das Portas do Cerco. Segundo o Secretário para os Transportes e Obras Públicas, o regime jurídico da empresa responsável pela gestão do Metro seguirá os moldes do criado para a concessionária do aeroporto, na década de 90
Num “futuro próximo”, será lançado “o estudo de um traçado a Leste, desde as Portas do Cerco, até ao Terminal Marítimo do Pac On”, anunciou o Gabinete de Infra-estruturas de Transportes (GIT), na Assembleia Legislativa. Raimundo do Rosário complementou a informação afirmando que o traçado poderá passar pela Zona A dos Novos Aterros. “Se optarmos por este projecto, conseguimos ligar o Pac On às Portas do Cerco”, sublinhou o Secretário para os Transportes e Obras Públicas.
Raimundo do Rosário asseverou que o Executivo “não vai abandonar qualquer uma das linhas do Metro previstas”. “O plano é para manter”, assegurou o Secretário, esclarecendo ainda que importa “estudar e saber quais as prioridades”.
Perante preocupações dos deputados relativamente à empresa que será constituída para gerir o Metro Ligeiro, Raimundo do Rosário começou por recordar que esteve envolvido na constituição da concessionária do Aeroporto de Macau. “Na altura do Aeroporto, partimos do zero e agora também vamos partir do zero. Provavelmente, vamos dar encontrões à parede porque o Metro Ligeiro é uma coisa nova em Macau. Se fosse uma concessionária de autocarros, tínhamos alguma experiência, mas assim não”.
De qualquer forma, garantiu, “vamos seguir o mesmo regime jurídico de quando foi constituída a concessionária do Aeroporto”.
Só depois de criada a empresa, o Executivo começará a pensar em contratar e formar profissionais locais, frisou o Secretário. “Temos de dar algum tempo à companhia para o recrutamento e formação de pessoal. O Metro Ligeiro é um sistema permanente, portanto, se conseguirmos fazer formação, isso tem impacto”, defendeu.
De um modo geral, no que toca ao Metro Ligeiro, o Secretário diz estar “menos preocupado” que os deputados. “Desde a minha tomada de posse que o Metro Ligeiro é um dossier que me tem ocupado muito tempo. Há muitas questões que não vou dar resposta porque não estão amadurecidas o suficiente, mas estou menos preocupado que os deputados”.
I.A.



