Para a directora executiva da “Poly Auction Macau”, o facto do número de coleccionadores locais de obras de arte estar a aumentar demonstra o potencial e a margem de expansão do mercado no território. No leilão deste ano, estão disponíveis para venda entre 150 e 200 peças avaliadas em mais de 100 milhões de dólares de Hong Kong

 

Viviana Chan

 

A directora executiva da “Poly Auction Macau”, Sabrina Ho, mostrou-se ontem convicta de que o número de coleccionadores de arte está a crescer em Macau. A empresária falava durante a cerimónia de abertura da terceira edição do leilão de arte que termina amanhã no Hotel Grand Lisboa. “Não sabíamos que iríamos ter esta oportunidade de desenvolver os leilões de peças de arte em Macau e, no meu entendimento, existe ainda muito espaço para crescer e atrair mais participação”, observou.

A responsável pela “Poly Auction Macau” traçou um balanço “muito satisfatório” das duas últimas edições que, em conjunto, geraram 415 milhões de dólares de Hong Kong em vendas. Nesse sentido, a empresa conseguiu já criar uma plataforma onde os artistas podem exibir os seus trabalhos, sendo que Sabrina Ho diz estar confiante de que esta iniciativa irá, a longo prazo, contribuir para o desenvolvimento do panorama artístico local.

“Já conseguimos reconhecer o potencial que o mercado de Macau terá no futuro até porque têm surgido cada vez mais jovens colecionadores. Além disso, como as peças de arte do Japão e da Coreia do Sul estão a ganhar muita fama decidimos apostar nesse tipo de obras no leilão deste ano”, disse a mesma responsável.

A “Poly Auction Macau” nasceu em 2015, fruto de uma colaboração entre a empresa Chiu Yeng Culture (também de Sabrina Ho) e a “Poly Auction Hong Kong”.

Sabrina Ho indicou ainda que nesta edição o número de peças disponíveis para licitação duplicou. Até amanhã estarão em exibição para venda entre 150 a 200 peças no Salão do Grand Lisboa. O valor total das peças de arte é superior a 100 milhões de dólares de Hong Kong.

“É a primeira vez que realizamos o leilão no Hotel Grand Lisboa e adicionámos mais elementos, nomeadamente figuras, diversificámos o tipo das peças artísticas, já que noutras edições demos maior ênfase às pinturas e caligrafia estávamos focados nas pinturas e caligrafia”, rematou.