No final de Dezembro de 2023, o sector do jogo contava com 51.1771 trabalhadores a tempo completo, o que ilustra uma quebra anual de 403 ou 0,8%, indicam dados da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC). Os indivíduos que laboravam por turnos equivaliam a 94,8% dos trabalhadores a tempo inteiro.
No período em análise, os casinos empregavam 23.359 “croupiers”, menos 362 ou 1,5% do que no final de Dezembro de 2022. A remuneração média dos “croupiers” atingiu 20.870 patacas, uma subida anual de 5,4% que a DSEC atribui sobretudo ao facto da base de comparação ter sido “relativamente baixa”, uma vez que, no mesmo período de 2022, “observou-se o maior número de licenças sem vencimento”.
Os resultados do inquérito trimestral revelam que, em Dezembro, a remuneração média (excluindo as remunerações irregulares) geral dos trabalhadores a tempo completo no sector das lotarias e outros jogos de aposta cifrou-se em 25.290 patacas, mais 6,8% em termos anuais.
De acordo com as estatísticas, no final do ano passado, o sector do jogo integrava ainda 2.635 directores e quadros dirigentes de empresas (-13,7%), 2.204 técnicos e profissionais de nível intermédio (+1,8%), 40.866 empregados administrativos (-0,4%) – categoria que abarca os “croupiers” – e 4.137 funcionários da área dos serviços e vendedores (+4,3%).
Por outro lado, no final de 2023, existiam 400 postos vagos no sector do jogo, “correspondentes a um crescimento homólogo de 387, pois a recuperação estável da economia impulsionou o aumento da procura de mão-de-obra”, destaca a DSEC. No que diz respeito aos requisitos de recrutamento, 23,8% das vagas requeriam experiência profissional, 84,8% exigiam habilitações académicas do ensino superior, 97,0% o domínio do Mandarim e 83,5% do Inglês.
Entre Outubro e Dezembro, foram recrutados 1.035 trabalhadores e 843 deixaram o emprego. As taxas de recrutamento (2,0%) e de rotatividade de trabalhadores (1,6%) subiram 1,8 e 0,1 pontos percentuais, respectivamente, em termos anuais. “Estes indicadores reflectem um aumento da procura de mão-de-obra no sector das lotarias e outros jogos de aposta”, observou a DSEC.
O inquérito às necessidades de mão-de-obra e às remunerações do sector excluiu os promotores e colaboradores de jogos.



