Alexis Tam considera que o trabalho ao nível do tratamento precoce e de apoio a crianças com necessidades tem sido “bem feito” e coloca mesmo o território à frente de muitos países e regiões do mundo neste campo

 

Para o Governo, o trabalho desenvolvido ao nível de tratamento precoce e apoio a crianças com necessidades educativas especiais tem sido “bem feito”. A posição foi reiterada, por várias vezes, pelo Secretário Alexis Tam depois de confrontado pela deputada Ella Lei sobre as queixas dos encarregados de educação, sobretudo ao nível do tratamento e apoio de terapeutas.

No entanto, para o governante, os avanços em termos de medidas desde que tomou posse são notórios, sobretudo ao nível do período de espera para diagnósticos e terapias, que foi reduzido “de forma substancial”. “Ao longo de dois anos, o Centro de Avaliação Conjunta Pediátrica já diagnosticou mais de 3.000 casos. Uma criança com necessidades educativas especiais – são cerca de 1.800 – precisava de dois anos para o diagnóstico mas agora encurtámos para cerca de um mês”, enunciou, salientando que têm vindo a ser recrutados “muitos terapeutas” da fala, ocupacionais e fisioterapeutas. Às contratações soma-se a licenciatura do Instituto Politécnico de terapia da fala, recordou.

“Temos um trabalho relativamente bem feito. Quanto à prestação de recursos, e tratamento precoce, posso afirmar que em todo o mundo nenhum lugar é melhor do que Macau porque noutros territórios as pessoas têm de pagar e só têm quatro sessões de tratamento. Mas, nós já contratamos muitos terapeutas para ajudar essas crianças”, acrescentou Alexis Tam.

Já o director da DSEJ, Lou Pak Sang, fez saber que há 42 escolas com turmas de ensino inclusivo, estando contabilizados 1.480 alunos com necessidades especiais dispersos por 101 turmas. Foram ainda distribuídos mais de 100 milhões de patacas às escolas para apoio a este nível. Além disso, disse, mais de 2.400 docentes receberam o certificado de ensino inclusivo.

“A nossa escala é um professor de apoio por oito estudantes. Já atingimos o nosso objectivo mas vamos continuar com esses cursos para formar mais professores de apoio. Neste ano lectivo serão formados mais 60”, frisou Lou Pak Sang.

 

C.A.