Desde a entrada em vigor do mecanismo de comunicação sobre a segurança da Central Nuclear de Taishan foram realizadas três comunicações, indicou Wong Sio Chak. Apesar de terem sido detectados problemas, a Administração Nacional de Segurança Nuclear autorizou a entrada em funcionamento de uma das unidades até 2025

 

Apesar da detecção de problemas no funcionamento da Central Nuclear de Taishan, o Secretário Wong Sio Chak garantiu que o mecanismo de comunicação sobre segurança das instalações está a funcionar na normalidade e existe um contacto estreito entre as partes.

Segundo um comunicado do Gabinete de Comunicação Social, Wong Sio Chak disse aos jornalistas que o acordo assinado sobre o dito mecanismo estipula as regras de comunicação, de forma clara e precisa, e desde a sua entrada em vigor foram feitas três notificações. Porém, não especificou a natureza desses contactos.

Em caso de ocorrência de um incidente, Wong Sio Chak assegurou que os “órgãos de comunicação social e a população serão os primeiros a receber a informação”, sendo que o mecanismo trata apenas de comunicações ligadas à segurança nuclear e não envolve os procedimentos de trabalho.

O Secretário para a Segurança acrescentou que as notícias sobre a central publicadas no território serão enviadas às entidades da Província de Guangdong para acompanhamento. Porém, novas informações sobre o funcionamento dessas instalações têm de ser negociadas e discutidas.

Os Serviços de Polícia Unitários já tinham vindo a público garantir que a central cumpre “rigorosamente as normas e os requisitos de fiscalização durante os trabalhos de construção” e que iriam respeitar o acordo de cooperação no âmbito da gestão de emergência de acidentes nucleares.

Em causa estão notícias da “Factwire Hong Kong” indicando que a unidade 1 da central nuclear entrou em funcionamento apesar de terem sido identificados novos problemas de operação, após uma inspecção no final de Maio. Os problemas incluem falhas de funcionamento dos equipamentos, como problemas nos sistemas de monitorização do reactor, e erro humano na resposta a falsos alarmes.

Uma investigação anterior da mesma agência de notícias já tinha revelado rachas em importantes componentes do reactor. Além disso, a central francesa Flamanville 3, accionista minoritária no projecto de Taishan, registou elevadas concentrações de carbono causadoras de enfraquecimento na resistência do aço.

A Administração Nacional de Segurança Nuclear disse que o alto nível de carbono não afectará o funcionamento do reactor nuclear, pelo que poderá entrar em operação. No entanto, é necessária a realização de testes ao reactor em situações de operação acima da média. Porém, estes testes ainda estão a ser criados, pelo que a tampa de pressão do reactor será mantida em operação.

De acordo com a Administração Nacional de Segurança Nuclear foi emitida uma autorização de injecção de materiais no reactor em Abril deste ano, autorizando o funcionamento da tampa de pressão da unidade 1 da central até Abril de 2025. Se até essa data não for encontrada uma maneira de efectuar os testes necessários, a tampa será trocada.

 

L.F. e V.C.