Procurando promover a adopção de cães, a “Masdaw” lembrou ontem que há uma “imensidão” de animais rafeiros abandonados que “merecem ter família como todos os outros”
Inês Almeida
A “Masdaw” organizou um evento que aliou a proposta de adopção de animais com a interacção com crianças o que “faz todo o sentido dado que estamos no Ano Novo Lunar do Cão”, frisou uma das fundadoras da associação. “Convidámos outras associações para estarem presentes e temos artistas que estão a vender os seus trabalhos para angariar fundos”, defendeu Fátima Galvão em declarações à TRIBUNA DE MACAU.
“Temos as crianças a divertirem-se e estamos também a aliar a actividade física, além de tentar sensibilizar os mais novos, o público, para a imensidão de animais chamados ‘vira latas’, que não são de raça nenhuma, são uma mistura, e merecem ter família como todos os outros”, salientou.
Actualmente, a Masdaw tem mais de 100 cães por adoptar. “Infelizmente vivemos num mundo onde as pessoas dão muita importância às aparências e gostam muito de comprar cães de raça pura, mas depois acontece como um cão que temos ali, que é de raça pura, e no primeiro ano de vida viveu fechado numa gaiola”, lamentou Fátima Galvão.
A mesma responsável teceu algumas críticas à Lei de Protecção dos Animais. “É preciso quase que um animal morra para que as pessoas sejam penalizadas. Pessoas que têm animais fechados em gaiolas a vida toda não sofrem penalização nenhuma ou abandonam os animais no Canil Municipal mas não sofrem consequências nenhumas e, assim, a seguir vão comprar mais”, contestou.
Além disso, “devia haver investimento por parte do Governo nas campanhas grátis de esterilização de animais de companhia”. “Macau podia perfeitamente ser um exemplo a nível mundial mas, infelizmente, não é”.



