O presidente da direcção da Escola Portuguesa de Macau nega que os casos de violência registados em 2016 e no mês passado estejam a ser investigados pelo Ministério da Educação de Portugal. Manuel Machado defende que estas questões devem ser tratadas “com a maior discrição possível

 

Inês Almeida

 

Manuel Machado assegura que os episódios de violência registados em 2016 e no mês passado na Escola Portuguesa de Macau (EPM) não estão a ser investigados pelo Ministério de Educação em Portugal. “A escola não está a ser investigada. Isso foi afirmado num órgão de comunicação social mas não existe nenhuma investigação em curso”, sublinhou o presidente da direcção da EPM em declarações à TRIBUNA DE MACAU.

Além disso, destaca Manuel Machado, “em todas as escolas, ao longo dos anos, podem acontecer situações menos agradáveis”. “Em todas as escolas, enquanto instituições de ensino frequentadas por crianças dos seis aos 17 anos, acontecem, por vezes, situações menos agradáveis que procuram ser resolvidas da melhor maneira dentro da escola, de acordo com aquilo que é o regulamento interno da escola”, referiu.

Para o presidente da direcção da EPM, estas questões “devem ser tratadas com a maior discrição possível e é assim que elas são tratadas”. “Não são questões para ser tratadas na praça pública”, sustenta Manuel Machado.

De recordar que o jornal Hoje Macau anunciou há uma semana que o Ministério da Educação estaria a investigar os dois casos de violência na EPM. O diário referiu que “a Inspecção Geral de Educação e Ciência recebeu as referidas queixas, que estão a ser analisadas e tramitadas”.

A TRIBUNA DE MACAU tentou obter mais esclarecimentos por parte da Inspecção Geral de Educação e Ciência mas até ao fecho desta edição não obteve qualquer resposta.