A maior parte dos adultos de Macau utilizava redes sociais no início deste ano. De acordo com dados da “DataReportal”. Existem também mais mulheres a usar redes sociais na RAEM. O acesso às redes sociais e o entretenimento são as principais razões dos utilizadores para usar a Internet

 

PEDRO MILHEIRÃO

No início do corrente ano, 54,5% da população adulta da RAEM utilizava redes sociais, sendo que metade dos internautas marcava presença em pelo menos uma rede, segundo a “DataReportal”. No Facebook, foram contabilizados 328 mil utilizadores, mais cinco mil (+1,5%) do que em 2024, sendo que 53,8% dos utilizadores eram mulheres.

Relativamente ao “Instagram”, também propriedade da Meta, 233 mil utilizadores estiveram activos, contabilizando mais 1.600 utilizadores (+0,7%) do que em 2024. 38,5% da população adulta da RAEM usava a plataforma, com uma proporção de 57,4% do sexo feminino e 42,6% do masculino.

Em relação ao “Messenger”, a plataforma foi utilizada por 31,7% dos adultos. À semelhança das outras redes da Meta, a proporção de mulheres (56,4%) foi maior do que a dos homens (43,6%). Já o “TikTok” atraía 105 mil adultos no território, mais 11 mil do que no período homólogo de 2024, o que significa um crescimento de 11,7%.

Inversamente, as plataformas “LinkedIn” e “X” eram mais populares entre os homens. No caso da primeira, 28,1% dos adultos eram utilizadores activos, sendo que 52,2% eram do sexo masculino e 47,8% do feminino. Na rede “X”, apenas 21,9% dos adultos utilizavam a plataforma, sendo que a proporção de homens e mulheres era de 69,3% e 30,7%, respectivamente.

Contudo, a “DataReportal” não possui dados sobre as plataformas “WeChat” e “Xiaohongshu”. Segundo um estudo recentemente divulgado pela Associação de Estudo Internet de Macau (MAIR, na sigla inglesa), o “WeChat” é a rede mais usada na RAEM, por 88% do total de residentes e 95% dos utilizadores, enquanto a segunda é utilizada por cerca de metade dos cibernautas (51%).

No que se refere às actividades, a maior parte dos utilizadores (578.600) usou a Internet para “comunicação ou acesso às redes sociais”, 547.300 para entretenimento, 457.400 para serviços bancários ou pagamentos móveis e 437.700 para pesquisa de informação, ao longo do ano passado, segundo um inquérito da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC). A grande maioria dos utilizadores (91,4%) indicou recorrer à Internet diariamente, enquanto 7,4% usam pelo menos uma vez por semana e 1,1% menos de uma vez por semana, de acordo com a “DataReportal”.

Os serviços governamentais online registaram 338.200 utilizadores, mais 21% do que no ano anterior. Destes últimos, 62,74% recorreram aos serviços para consultar informações pessoais, 53,84% usaram o código ‘QR’ de passagem fronteiriça, 49,82% procuraram informações públicas e 31,96% para realizar pagamentos.

No mesmo período, cerca de 245.500 utilizadores realizaram compras na Internet, sendo que a maioria era do sexo feminino (57,3%). Os utilizadores dos 25 aos 44 anos foram o grupo etário que mais compras efectuou (59,2%). Cerca de 151.900 pessoas usaram serviços de ‘take-away’ de comidas e bebidas e 140.200 adquiriram vestuário através da Internet.

A mediana de despesas em compras online cifrou-se em 1.800 patacas no quarto trimestre de 2024, reflectindo um acréscimo anual de 20%. A aquisição de “serviços turísticos” manteve-se muito acima da média (5.000 patacas).

 

Penetração da Internet estabiliza nos 93%

No último estudo sobre as tendências do uso da Internet em Macau, os investigadores da MAIR observaram que a taxa de penetração da Internet se mantém nos 93%, à semelhança dos anos de 2023 e 2024. Além disso, o Índice de Divisão Digital (DDI, na sigla em inglês) “diminui para quase 0”. O DDI mede a diferença entre aqueles que têm acesso e usam a Internet e aqueles que estão excluídos, numa escala de 0 a 100.

Os utilizadores da RAEM estão também a usar cada vez mais os telemóveis, em detrimento dos computadores e dos ‘tablets’. Este ano, 54,78% das páginas foram acedidas através de ‘smartphones’, um aumento de 10,4% comparativamente a 2024. Por outro lado, 38,77% dos acessos foram feitos através de computadores, menos 9,6% do que no ano passado, sendo que os ‘tablets’ registaram a maior queda (-14,1%) e contabilizaram apenas 6,41% dos acessos, indica a “DataReportal”.

Para além disso, a velocidade mediana da Internet foi de 220,18 Mbps de ‘download’ e 182,68 Mbps de carregamento, o que significa um aumento de 37,6% e 17,9%, respectivamente, face a 2024. Em termos de sistema operativo, a maioria dos utilizadores da RAEM usava o iOS (58,68%) da Apple, seguido do Android (39,42%) e do Samsung (1,88%), de acordo com o relatório.

Relativamente à popularidade de cada ‘web browser’, o “Chrome” foi utilizado para a maioria dos acessos (52,94%), o “Safari”, foi usado 34,11% das vezes, seguido pelo “Edge” (5,29%) e pelo “Samsung Internet” (3,85%).

Nos motores de pesquisa, destacou-se o “Google”, responsável por 91,37% das procuras. Já os motores de busca “Bing” e o “Yahoo!” foram utilizados em 3,74% e 3,64% das pesquisas, respectivamente. As 10 pesquisas mais frequentes no “Google” foram, por ordem decrescente, “Macau”, “Google”, “Youtube”, “Translate”, “Tempo” (meteorologia), “Google Translate”, “Tradução”, “NBA”, “You” e “iPhone”.