Confrontado com os pedidos de vários participantes do programa Fórum Macau sobre a divulgação de dados das escutas telefónicas, o director da Polícia Judiciária (PJ) reiterou que as autoridades mantêm uma atitude aberta, mas entendem que isso pode afectar o andamento das investigações. “Até agora, a maioria das opiniões apresentadas durante a consulta pública sobre o Regime Jurídico da Intercepção e Protecção de Comunicações consideram que devem ser incluídos mais tipos de crimes no espectro de autorização das investigações, através das escutas telefónicas”, assegurou Sit Chong Meng. No mesmo programa, Lam U Tou, presidente da Associação da Sinergia de Macau, pediu mais transparência na execução das escutas e sugeriu a criação de um mecanismo de comissário sobre assuntos ligados à intercepção de comunicações. Porém, o advogado Ho Kam Meng mostrou-se contra o sistema implementado em Hong Kong, defendendo que violaria o princípio básico do Processo Penal de Macau. A PJ disse ainda que não é aconselhável a criação de mecanismo de queixas para fazer face às escutas ilegais.

 

R.C.