Um inquérito dos “Kaifong” concluiu que normalmente os filhos têm melhor relação com as mães do que com os pais. A associação salientou que, devido à promoção do papel da mãe na sociedade, o pai acaba por ser menos valorizado

 

Viviana Chan

 

Os pais não são tão valorizados nas famílias da RAEM como as mães, concluiu um inquérito da União Geral das Associações dos Moradores (UGAMM). Segundo o estudo, mais de 70% dos inquiridos celebram o Dia da Mãe, enquanto 60% comemoram o Dia do Pai. Além disso, normalmente os filhos têm melhores relações com as mães do que com os pais, sendo que 20,3% envolvem-se em conflitos com os progenitores, enquanto apenas 15% com as mães.

De acordo com o “Ou Mun Tin Toi”, o director da Comissão para Assuntos Familiares da UGAMM, Chan Ka Leong, referiu que o papel do pai tem sido menos valorizado nos últimos anos, sobretudo porque a sociedade promove bastante o contributo das mães. O responsável sugere que importa dar mais atenção aos pais e estes também devem expressar a sua opinião aos membros da família.

Segundo o inquérito de rua que reuniu 1.191 opiniões, 53,9% das mães e 38,3% dos pais precisam de trabalhar por turnos.

Muitos inquiridos disseram que a relação com os progenitores melhorou, depois de eles próprios terem vivido a experiência da paternidade, pois nessa altura compreenderam o contributo dos pais. Apesar disso, admitem ter menos tempo para acompanhar os progenitores porque ficam mais tempo com os filhos.