Em 2017, a Macau Water contabilizou lucros de 77,5 milhões de patacas e investiu 233,3 milhões, anunciou a empresa, indicando que o consumo de água cresceu 2%. O quarto canal de fornecimento de água deve estar concluído este ano
Liane Ferreira
A Sociedade de Abastecimento de Águas de Macau (SAAM ou Macau Water) registou 77,5 milhões de patacas de lucros após a dedução de impostos, no ano transacto. Numa nota de imprensa para anunciar os resultados financeiros de 2017, a empresa indica que desse valor total, 50,61 milhões resultaram do abastecimento de água, que sofreu uma diminuição de 3% face a 2016.
Por outro lado, a companhia investiu um total de 233,3 milhões de patacas em projectos como a construção da estação de tratamento de água Seac Pai Van, a instalação e substituição da rede de condutas e instalações de abastecimento de água, bem como no desenvolvimento e melhoria das sistemas de produção e operação.
Para 2018, a Macau Water espera aumentar o investimento para
400 milhões, no sentido de reforçar e melhorar as medidas de precaução em todas as estações de tratamento contra tufões e inundações e aperfeiçoamento dos vários sistemas de aplicação e promoção de tecnologias “Smart Water”, incluindo o projecto piloto “Smart Meters” no COTAI.
Segundo a mesma nota, o consumo anual de água cresceu 2% no ano transacto, face a 2016, para 88,44 milhões de metros cúbicos. O consumo na Península foi equivalente a 63% do total, apresentando um ligeiro aumento de 0,9% em relação a 2016. Já na Taipa, COTAI, Coloane e no campus da UM na Ilha da Montanha (37% do total), verificou-se um aumento de 4% comparativamente a 2016. A média do consumo diário foi de 242.300 metros cúbicos.
Consumo deve crescer até 3% nos próximos três anos
Durante uma visita realizada ontem às obras de construção do quarto canal de água e do “projecto de protecção do fornecimento de água pura Pinggang-Guangchang”, foi revelado que o consumo total de água de Macau deverá sofrer um aumento de 2% a 3% nos próximos três anos.
Tendo em conta que os locais visitados são centrais no fornecimento de água ao território, por isso os Serviços de Assuntos Marítimos e de Água (DSAMA) guiaram uma delegação organizada pela Macau Water, composta por elementos do grupo de ligação ao cliente e de outras organizações para se inteirarem do andamento do projecto.
Além disso, foi referido que o rápido desenvolvimento do COTAI acelerou o consumo de água nessa zona e com base nas infraestruturas existentes, a capacidade das Ilhas estará perto da saturação nos próximos anos.
Assim, tanto a DSAMA como a Macau Water estão a impulsionar a construção do quarto canal de água e o “projecto de protecção do fornecimento de água pura Pinggang-Guangchang”.
A delegação visitou as obras do canal em Hengqin e a empreitada de expansão da estação de bombeamento de Hongwan. O canal tem 15.6 quilómetros e está desenhado para suportar 200.000 metros cúbicos de água por dia, devendo ficar concluído no final de 2018.
A comitiva inspeccionou ainda o projecto de protecção Pinggang – Guangchang, cuja canalização tem 21,6 quilómetros de comprimento e 2,4 metros de diâmetro para fornecer um milhão de metros cúbicos de água. Como Zhuhai e Macau dependem fortemente do Reservatório de Zhuyin, esta ligação à estação de bombeamento de Guangchang vai melhorar o fornecimento e aumentar a capacidade de resistência a riscos.



