Até 28 de Fevereiro, cidadãos maiores de 12 anos poderão votar nas oito “novas maravilhas” de Macau. No total, existem 20 opções, incluindo o Jardim de Camões, a Rua da Felicidade, a Universidade de Macau ou a Ponte do Delta. Segundo a organização, os locais escolhidos serão tema de um concurso de fotografia, selos e outras lembranças
Rima Cui
Está aberta a votação para as oito “novas maravilhas” de Macau. Cidadãos com idades superiores a 12 anos e de qualquer nacionalidade poderão votar e escolher as suas favoritas num conjunto de 20 opções.
A votação decorre no site oficial, Facebook, Wechat e outras redes sociais até 28 de Fevereiro. Segundo Lei Pui Lam, presidente da Associação de Intercâmbio de Cultura Chinesa, organizadora da iniciativa, os novos pontos de interesse são uma “prenda” para o 20º aniversário da RAEM.
O leque inclui a Fortaleza do Monte, Jardim de Luís de Camões, Colina da Penha, os dois lagos e a Torre de Macau, a Praça Flor de Lótus, o Largo de Santo Agostinho, a zona das indústrias criativas na Freguesia de São Lázaro, Rua da Felicidade, Casa do Mandarim, Centro de Ciência, a Praça das Portas do Cerco, Largo do Senado, Travessa da Paixão, Centro de Ecuménico Kun Iam, Rua do Cunha, “COTAI Strip”, aldeia de pesca de Coloane, trilho “Long Chao Kok” em Hác Sá, a Universidade de Macau e a Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau.
“Já temos oito maravilhas (sítios de topo de acordo com os Serviços de Turismo), escolhidas em 1992, que têm obtido muito sucesso na área cultural e turística, divulgando a imagem de Macau ao mundo. Mas, a cidade desenvolveu-se muito, as pessoas passaram a ter uma visão nova, por isso, é bom permitir às pessoas escolherem novos pontos de interesse no território”, salientou Lei Pui Lam.
Aos jornalistas, o mesmo responsável revelou que, para a votação, foi criada uma comissão de nomeação composta por especialistas de fotografia, belas artes, representantes do Instituto Cultural, Serviços de Turismo e do Instituto de Formação Turística, entre outros, que nomearam inicialmente dezenas de locais. Para facilitar a votação, a comissão resolveu reduzir o número de opções para 20, tal como a idade que a RAEM celebrará a 20 de Dezembro de 2019.
As nomeações foram feitas consoante quatro princípios, indicou Lei Pui Lam, apontando que “os locais têm de ter características únicas e, além disso, ser bonitos, atractivos, onde os visitantes possam ter vontade de escrever um poema ou tirar fotografias”. “Em terceiro lugar, não podem ser do mesmo tipo e têm de estar distribuídos por três partes diferentes de Macau”. “Não se podem concentrar todos na Península. Em quarto lugar, precisam de ter alguma continuidade, ou seja, têm de ir existir na cidade há algum tempo”, afirmou.
O responsável acrescentou que serão organizadas diversas actividades, incluindo um concurso de fotografias e a emissão de selos temáticos por parte dos Serviços de Correios e Telecomunicações durante o período próximo do aniversário da RAEM. Lei Pui Lam encorajou ainda profissionais das indústrias culturais e criativas a criarem produtos alusivos às novas oito “maravilhas”. Na sua opinião, a actividade não vai beneficiar apenas este sector, pois também ainda disponibilizará mais itinerários de visita para os turistas.
Lei Pui Lam acredita que depois da divulgação dos resultados, o Governo poderá ponderar também a protecção desses pontos.
Recorde-se que as “maravilhas” actuais de Macau são o Farol da Guia, a Ponte da Amizade e a Ponte Governador Nobre de Carvalho, Templo de A-Má, Templo de Kun Iam Tong, Ruínas de São Paulo, Jardim de Lou Lim Ioc, Casas-Museu da Taipa e a Praia de Hac Sá.



