O espaço de arte fotográfica “1844” vai inaugurar a 30 de Maio a exposição “linguagem dos eventos” composta por 36 obras de Wong Sang, que colaborou com a TRIBUNA DE MACAU durante largos anos. A mostra é uma retrospectiva de momentos importantes de Macau e segredos que Wong Sang guardava nos seus arquivos

 

Liane Ferreira

 

De 30 de Maio a 16 de Julho, os cidadãos terão a oportunidade de entrar no baú de memórias de Macau e do jornalista Wong Sang. Ao todo, serão 36 as fotografias expostas no espaço de arte fotográfica “1844”, no nº17 da Rua do Infante.

Na galeria estarão representados diversos momentos da história local, divididos por oito séries, incluindo a estátua de bronze de Ferreira do Amaral, a inspecção de carros para o Grande Prémio, uma corrida de touros e até a construção naval.

Pelas lentes de Wong Sang, poderemos ver três momentos da estátua de Ferreira Amaral, uma delas quando o monumento já estava todo tapado e à espera de ser realocado, antes da desmontagem em Outubro de 1992.

A série do Grande Prémio é composta por sete fotografias do evento nos anos 80, seguida do conjunto “3.29” sobre o registo de pessoas que não tinham documentos de identificação e de uma série sobre o Instituto D. Melchior Carneiro. Após ter aberto portas em 1964, este instituto fechou em 1995 gerando fortes protestos de estudantes, captados por Wong Sang.

Também será exposta uma série de quatro fotografias de uma corrida de touros, organizada no Campo da Associação Geral dos Operários de Macau em 1996, e que foi a última do género durante a administração portuguesa.

Wong Sang começou a carreira como jornalista em 1983, tendo passado pelo jornal Tai Chung Pou, e permanecido desde 1985 até hoje no Cheng Pou. A exposição tem as obras “mais importantes, icónicas, raras” da sua carreira, numa oportunidade de visita ao passado pela perspectiva de um jornalista e fotógrafo que colaborou durante vários anos com o Jornal TRIBUNA DE MACAU.