É já amanhã que será inaugurada a exposição de Macau na Bienal de Veneza. “Arquitectura Não Intencional” é uma obra do curador Manuel Lam Lap Yan e de três arquitectos – Eddie Ieong Chong Tat, Vong Ka Ian e Benny Chu Hou San – que exploraram os espaços com sabor e vida local

 

A exposição “Arquitectura Não Intencional – Exposição de Obras de Macau, China” abre amanhã na 16ª Bienal de Arquitectura de Veneza, em Itália. Esta é a terceira vez que o Instituto Cultural (IC) organiza a participação de arquitectos locais na Bienal.

A equipa deste ano conta com o curador Manuel Lam Lap Yan e três arquitectos locais: Eddie Ieong Chong Tat, Vong Ka Ian e Benny Chu Hou San.

Na exposição, os arquitectos arranjam “cartas de jogar” que simbolizam o rápido desenvolvimento económico da RAEM, formando quatro espaços expositivos fundidos com as características da cidade, o “Mercado”, o “Jardim”, a “Casa” e a “Escadaria”, criando uma oportunidade de reflexão sobre as várias formas de “interacção” entre as pessoas e os espaços.

A exposição “Arquitectura Não Intencional” combina arquitectura, folclore e estética, entre outros elementos. O director do Museu de Arte de Macau, Chan Kai Chon, refere no prefácio da exposição que a obra reconstruiu, de forma abstracta, a singularidade de Macau como uma cidade que combina o Oriente e o Ocidente, bem como os exemplos arquitectónicos que representam a paisagem urbana do território lado a lado com a vida quotidiana dos residentes.

O “espaço livre” da imaginação revelado nas obras visa mostrar ao mundo a confiança cultural e a mais recente perspectiva da sociedade.

Para criar a instalação, a equipa pesquisou por locais da cidade com sabor especial e que façam parte do dia-a-dia, como o mercado ao ar livre na Rua da Emenda, os caminhos do Jardim de Lou Lim Ieoc os edifícios residenciais e a escadaria das Ruínas de S. Paulo.

A exposição estará patente até 25 de Novembro no pavilhão em frente ao Arsenal, o edifício principal da Bienal.