Num colóquio promovido pelo Conselho Regional de Macau para a Promoção da Reunificação Pacífica da China, a subdirectora do Gabinete de Ligação apontou três tarefas para Macau assumir, nomeadamente reconhecer os prejuízos do conceito de “independência de Taiwan”, opor-se a todas as actividades do género e continuar a promover intercâmbios com Taipé
Rima Cui
O Conselho Regional de Macau para a Promoção da Reunificação Pacífica da China, presidido por Chui Sai Cheong, organizou na quarta-feira um colóquio sobre o 15º ano da promulgação da Lei de Oposição à Separação do País. A iniciativa contou com a presença de Yan Zhichan, subdirectora do Gabinete de Ligação do Governo Central na RAEM, o Secretário para a Administração e Justiça, André Cheong, entre outras personalidades.
Fazendo um balanço em que enalteceu Macau por ter prestado sempre atenção à causa da reunificação da China e à cooperação entre os dois lados do Estreito, Yan Zhichan frisou que a população da RAEM deve fazer novos contributos para a promoção do desenvolvimento pacífico das relações entre o Interior da China e Taiwan e para a concretização da reunificação do país.
Segundo um comunicado, no colóquio, a subdirectora do Gabinete de Ligação destacou “três tarefas” para Macau cumprir. Em primeiro lugar, o Gabinete espera que a população local se oponha a todas as actividades associadas ao conceito de “independência de Taiwan”, unindo forças para impedir forças separatistas “perturbar e destruir Macau”.
Além disso, Yan Zhichan instou os sectores locais a continuarem a trabalhar em prol do intercâmbio com a Ilha Formosa, sobretudo convidando a população comum e estudantes a visitar Macau, para que possam sentir efectivamente o sucesso da implementação do princípio “Um País, Dois Sistemas” em Macau.
No terceiro ponto, a subdirectora do Gabinete de Ligação expressou o desejo de que a RAEM desempenhe o papel de “exemplo” e “janela” para a população formosina conhecer as vantagens deste princípio.
Por sua vez, André Cheong alertou para complicações na conjuntura internacional e nas relações dos dois lados do Estreito, pelo que entende ser especialmente importante a tarefa de oposição às actividades que defendem a independência de Taiwan e a missão de promoção da reunificação pacífica da China.
Notando que esta causa tem enfrentado mais desafios, o Secretário enfatizou a necessidade de Macau assumir uma atitude clara, apoiando e salvaguardando a Lei de Oposição à Separação do País. Por outro lado, considerou que a RAEM precisa de desenvolver a comunicação e cooperação com Taiwan na área económica, cultural e social, no sentido de promover o desenvolvimento das relações entre o Continente e Taiwan.



