Entre os dias 10 e 11 de Novembro decorrerá o “Open House Macau”, primeiro evento deste género no território e na Ásia. O objectivo é democratizar o acesso à arquitectura através de visitas aos bastidores de edifícios que contam história de quase 500 anos de interacção
Inês Almeida
Macau participa, pela primeira vez, este ano na iniciativa “Open House Worldwide”. O evento “Open House Macau” tem como objectivo levar o território a “abrir portas” para revelar as suas histórias arquitectónicas, durante o fim-de-semana de 10 e 11 de Novembro. Este é o primeiro “Open House” na Ásia. O evento propõe democratizar o acesso à arquitectura através de visitas gratuitas aos bastidores de 50 edifícios que contam a história de quase 500 anos de coabitação entre o Oriente e o Ocidente.
Um comunicado da organização refere que o programa de visitas tem por base um critério de selecção que avalia o contributo único dos edifícios para a cultura e tecido urbano da cidade, tendo em vista oferecer uma perspectiva ecléctica do panorama. Serão apresentados desde exemplos de arquitectura vernacular, tradicional chinesa, a propostas de estilo neoclássico, ‘art déco’, modernista e contemporâneo.
O evento pretende, a curto prazo, “tornar o bom design acessível a todos” aproximando os cidadãos à arquitectura, “fazer nascer um sentido de pertença colectivo (…) atrair para Macau novos visitantes e profissionais especializados de Hong Kong e da China Continental” além de “convocar o interesse internacional para as características urbanas muito particulares” do território, afirmando-o enquanto destino mundial de arquitectura. Visa também tornar a RAEM num “marco de intercâmbio cultural no contexto asiático” dado o panorama cultural “rico e entusiasmante” e tendo em conta que se situa perto de um vasto conjunto de países da região ASEAN.
A longo prazo há objectivos como “aumentar a consciência para o património e ambiente construído, promover a sustentabilidade, afirmar e celebrar Macau como um centro internacional de arquitectura e gerar novas plataformas e sinergias no seio da sociedade civil”.
Para isso, ao longo de um fim-de-semana serão disponibilizados três tipos de visitas. Há uma considerada “livre” em que o espaço estará aberto por um determinado período de tempo e o público é livre de visitar a qualquer momento. Decorrerão também visitas acompanhadas por voluntários, em intervalos regulares e com vagas limitadas, e visitas comentadas por especialistas, agendadas em horários específicos e com vagas pré-estabelecidas.
As visitas acompanhadas ou comentadas podem ser conduzidas em Cantonês, Inglês ou Português ou até nos três idiomas, dependendo de cada caso. As opções disponíveis serão conhecidas a partir de Setembro.
O evento aceita até ao dia 17 de Agosto sugestões de edifícios a integrar a programação. A curadoria é da responsabilidade do CURB – Centro de Arquitectura e Urbanismo, dirigido pelo arquitecto Nuno Soares.
O “Open House International” foi fundado em 1992, em Londres, por Victoria Thornton, partindo de um conceito simples: convidar todos a explorar e a debater sobre a importância da boa concepção arquitectónica nas cidades.



