Os Serviços de Economia estão a trabalhar para concretizar o Plano Quinquenal na vertente que respeita às pequenas e médias empresas e ontem anunciaram a criação do Grupo de Apoio a Lojas Antigas Típicas. Deste modo, os pequenos estabelecimentos poderão ser melhor preservados através de apoio técnico prestado pelo Executivo. O objectivo é ajudar a promover as pequenas marcas
Viviana Chan
As lojas mais antigas e tradicionais do território vão ganhar uma nova esfera de protecção por parte do Executivo. Para tal, foi ontem constituído oficialmente o Grupo de Apoio a Lojas Antigas Típicas, da responsabilidade da Direcção dos Serviços de Economia (DSE). Planos concretos para auxílio aos estabelecimentos deverão ser lançados em breve, assegura o organismo, que pretende prestar apoio técnico para que aquelas lojas recebam tratamento preferencial.
O director da DSE revelou ontem que o Fundo de Desenvolvimento Industrial e de Comercialização já atribuiu 800 mil patacas para possibilitar a criação do Grupo. Sublinhando o objectivo de prestar atenção à “recriação da imagem de marca e desenvolvimento das lojas com marcas tradicionais locais”, Tai Kin Ip explicou que o Grupo de Apoio deverá “desempenhar um papel de organização e coordenação, ajudando as lojas locais com características próprias a promoverem as suas marcas”. Assim, gradualmente, poderão “elevar o prestígio das marcas”.
O responsável pela DSE sublinhou que o apoio prestado pelo Grupo irá focar vários aspectos, incluindo um reforço na gestão, criatividade, produtividade ou estratégias de marketing.
Questionado sobre a possibilidade de financiar directamente os estabelecimentos, Tai Kin Ip reconheceu que o valor da renda e os recursos humanos são factores a ter em consideração, porém, ressalvou que os serviços que lidera irão “concentrar-nos mais no apoio técnico em termos de melhoria no ambiente comercial e elevação da competitividade”.
Por sua vez, o presidente da Associação das Cadeias de Lojas e de Franchise de Macau revelou que os trabalhos neste âmbito arrancaram no início do ano. Numa primeira fase, a associação estudou o que devem ser consideradas lojas antigas típicas. “É necessário ter um critério para reconhecer as lojas tradicionais”, defendeu Wong Ian Man. “Além disso, vamos tomar medidas para apoiar, promover e proteger as lojas classificadas”.
O director dos Serviços de Economia estima que o processo de avaliação das lojas possa ficar concluído no primeiro trimestre do próximo ano, apesar de ainda não terem sido lançados os respectivos critérios.
Tai Kin Ip recordou também que Macau acabou de integrar a Rede de Cidades Criativas da UNESCO pelo ramo da Gastronomia. “Os restaurantes são uma parte importante das lojas antigas típicas e o nosso plano é mais abrangente, incluindo também empresas com negócios entre a China e os Países Lusófonos”, indicou.
PME com ajuda para registo no Continente
Além disso, foi também criado o Centro de Serviços de Orientação para o Registo dos Assuntos Comerciais no Interior da China, que visa ajudar as PME locais a fazer o registo comercial na China Continental. A Ilha da Montanha será o primeiro lugar de experiência. “Vamos ajudar a tratar da documentação para as PME terem negócios em Hengqin”, assegurou Tai Kin Ip.
Na cerimónia de ontem, o presidente da Federação da Indústria e Comércio de Guangdong e Macau, Si Ka Lon, mencionou a construção da Grande Baía e frisou que as PME de Macau encontram dificuldades no tratamento de documentos na criação de uma sociedade no Continente. “Com o apoio da DSE, vamos levar os serviços até às empresas em vez de elas andarem à procura”, disse.
O centro irá assim ajudar à obtenção do registo comercial da designação das empresas na China sem o requerente ter de se deslocar ao Continente, pois, a estrutura pode “prestar serviços de consulta das informações registadas através da criação de um banco de dados”. Através do fornecimento de instruções para o preenchimento das informações devidas, será possível “acelerar o tratamento das formalidades”, garantiu.



