Alexis Tam admitiu ontem que é necessário criar “um melhor ambiente” para as lojas antigas conseguirem subsistir. O Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura ressalvou, porém, que “nunca houve uma loja típica a ir à falência por causa dos Serviços de Turismo (DST) ou do Instituto para os Assuntos Municipais (IAM). Só por dificuldades financeiras”. Com os deputados focados sobretudo na área da restauração, uma vez que Macau integra a Rede de Cidades Criativas da UNESCO desde 2017, Alexis Tam apontou que desde 1 de Janeiro existiam em Macau 1.974 estabelecimentos desse sector licenciados pelo IAM e 471 pela DST, perfazendo 2.445 no total. Ao longo do debate foram ainda apontados defeitos ao “Mapa da Gastronomia” criado pelo Governo, considerado pouco intuitivo por Ho Ion Sang, e o Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura admitiu que existe margem de melhoria. Na reunião esteve presente uma representante do IAM que também assumiu que “ainda pode haver mais aperfeiçoamento” naquilo que compete ao organismo, pelo que será criado o regime de licenciamento provisório, que permitirá uma mais simples atribuição de licenças. A mesma responsável defende que um estabelecimento não pode, sem autorização das entidades competentes, mudar a estrutura da loja ou o sistema de ventilação uma vez que “muitas vezes os estabelecimentos estão ligados a um edifício” cuja segurança pode ser afectada pelas alterações.

 

I.A.