O novo livro de José Rocha Diniz, co-fundador e anterior director e administrador do Jornal Tribuna de Macau, intitulado “Dias de um ‘Operário’ das Letras” foi lançado durante o período das festas anuais de São Tomé de Mira, revertendo a favor dos Bombeiros Municipais de Mira, no distrito de Coimbra.

O livro foi lançado no Salão Nobre da Câmara Municipal de Mira, na presença do presidente da autarquia e outras figuras de destaque da vila onde cresceu, e do conhecido ex-assessor jurídico do Governo de Macau José Luciano de Oliveira.

O autor sintetizou a obra por “um conjunto de situações reais em que estive metido durante a minha vida, em especial como homem público, jornalista, docente e cidadão”, salientando que “nelas não sou nenhum herói, e na maior parte dos casos nem sequer poderia interferir no seu decurso. Limitei-me a ser atento espectador e fiel escriba dos acontecimentos. O que se poderia chamar de um “anti-herói”, com testemunhas vivas”.

Alertou, contudo, para não se deixarem enganar com a simplicidade da descrição. “Por detrás de qualquer destas histórias há um contexto que vos desafio a perceber: um contexto que fala de um mundo diferente… de um Portugal diferente… de uma Mira diferente”.

E acentuou que “aquilo que com toda a humildade, chamei de ‘Dias de um operário das Letras’, nalguns casos, relembram momentos da vida dos dois últimos séculos, que moldaram o actual presente, e vão influenciar, e ainda é difícil perceber por que via, o nosso futuro colectivo”.

“Nos dias que descrevo começa por um Portugal de miséria, a fé que move montanhas mas não muda regimes, a contribuição oposicionista para o advento do 25 de Abril, a grandeza dos políticos de diversos partidos que estabilizaram a democracia portuguesa, e lá fora a ampla democratização da Ásia que a Europa desconhece, o ressurgimento da grande nação chinesa e o dilema dos que tanto veneram a Pátria, como a Mátria”.

Prometeu mais histórias e incentivou as gentes do concelho, a escreverem a realidade da difícil vida dos seus percursos, que, a juventude de hoje desconhece e alguns menosprezam mesmo, não reconhecendo nos sacrifícios dos seus progenitores, de onde veio o “elevador social” de que beneficiaram.

No final, o presidente do município de Mira, Artur Fresco, deu um quadro com imagem alusiva ao São Tomé, antes de um longo período de autógrafos.