O maior caso de agiotagem em Macau, envolvendo mais de 100 pessoas, culminou na condenação do cabecilha do grupo a 16 anos de prisão e proibição de entrada nos casinos durante 20 anos. Outros seis membros da rede terão de cumprir penas de até 10 anos
O Tribunal Judicial de Base (TJB) condenou o cabecilha do maior caso de agiotagem de que há memória no território a uma pena de prisão de 16 anos e decretou a proibição de entrada nos casinos por um período de 20 anos.
Em 2011, descobriu-se que a rede funcionava no território e era composta por mais de 100 membros. O líder, oriundo de Hong Kong, tem 46 anos e alegadamente trabalhava por conta própria. Foi agora acusado do crime de promover ou fundar uma associação ou sociedade secreta, de exercer funções de direcção ou chefia em associação ou sociedade secreta, além de 59 crimes de usura para jogo.
De acordo com o jornal “Ou Mun”, seis dos principais membros do esquema foram condenados a penas de prisão de entre oito e 10 anos, ficando proibidos de entrar nos espaços de jogo por um período entre 10 e 20 anos.
O julgamento envolveu 27 arguidos, porém, apenas cinco compareceram em audiência. Além do líder, os restantes arguidos foram acusados de participar ou apoiar uma associação ou sociedade secreta, do crime de usura para jogo, exploração ilícita de jogo, privação de liberdade, entre outros.
Ficou ainda provado que esta rede era altamente organizada, com escalas evidentes, rigorosamente divididas e uma alta capacidade de evitar a detecção. Os 113 membros identificados trabalhavam em cinco diferentes escalas do grupo, ficando alguns responsáveis por lidar com os assuntos financeiros e outros com funções da linha da frente.
R.C.



