Tendo em conta as críticas de associações de taxistas contra o facto dos novos alvarás serem limitados a veículos eléctricos, Leong Sun Iok entende que o Governo deve apoiar o sector. Além disso, o deputado exorta as autoridades a divulgar mais informações sobre esse tipo de viaturas e a esclarecer o público sobre as instalações de apoio

 

O concurso para atribuição de 100 licenças destinadas apenas a táxis eléctricos tem gerado queixas do sector, que diz não ter sido consultado. Leong Sun Iok juntou-se a essas vozes, referindo que, apesar das boas intenções, o Governo deve resolver os problemas apontados, dando mais informações, apoios e medidas de encorajamento aos taxistas, para fomentar a vontade de usar carros eléctricos.

O deputado apontou o caso de Hong Kong, salientando que o Governo da região vizinha incentivou o uso de táxis eléctricos, através do financiamento do sector e não como uma obrigação. “O incentivo ao uso de carros ecológicos tem vindo a ser promovido ao longo dos anos no território e os efeitos têm sido bons. Mas até ao terceiro trimestre de 2017, havia apenas 200 veículos eléctricos na cidade, incluindo 79 motociclos e 126 automóveis ligeiros”, indicou.

“Acho que essa medida merece mais discussão. Nem o próprio Governo quer usar carros eléctricos, mas vai obrigar outros a utilizá-los. Assim, não é convencível”, salientou.

Dizendo compreender a preocupação do sector, Leong Sun Iok frisou que a maioria das bombas de gasolina não tem instalações de carregamento e mesmo que os taxistas usem os parques de estacionamento para carregar as viaturas, enfrentarão muitas dificuldades, como a necessidade de esperar muito tempo.

Além disso, sublinhou que, como os táxis precisam de ser carregados com muita frequência num dia, os pontos de carregamento não podem ser instalados de forma desorganizada. Por outro lado, há taxistas preocupados com as dificuldades na reparação, afirmou ao jornal “Ou Mun”.

“Se o Governo insistir em obrigar os taxistas a usar carros eléctricos, tem de os apoiar e explicar-lhes claramente quais são as instalações de apoio”, concluiu.

 

R.C.