Mencionando o caso de agressão com uma faca por parte de um jovem de 14 anos que ocorreu há dias no território, Leong Hong Sai defendeu que a consciência dos jovens sobre o cumprimento da lei deve ser reforçada, ao mesmo tempo que pais, encarregados de educação e autoridades devem desempenhar um papel para prevenir actos de violência. No Hemiciclo, o deputado sugeriu, desde logo, “uma fiscalização rigorosa sobre as plataformas sociais, os jogos em rede e os vídeos curtos”, bem como a proibição da violência e instigação à prática de crimes e a criação de um modelo de protecção juvenil nas plataformas em rede. Além disso, defendeu a “filtragem” de palavras-chave, “para evitar que os jovens tenham contacto com actos violentos na internet”. Por outro lado, propôs o reforço da capacidade de comunicação entre pais e filhos, através de workshops sobre gestão emocional e resolução de conflitos, neste caso para “grupos fragilizados e famílias carenciadas”. Por fim, Leong Hong Sai pediu o reforço da divulgação e sensibilização jurídica, através do incentivo às organizações sociais e escolas para que transmitam em contexto escolar “as consequências penais e não penais decorrentes de actos violentos, como medidas disciplinares coercivas, indemnizações e pedidos de desculpas, correcção psicológica, entre outras”. O objectivo, frisou, é “dissipar o equívoco comum entre os jovens de que ‘quem tem menos de 16 anos não tem responsabilidades legais’”.