No fim-de-semana, os Serviços de Saúde (SSM) receberam 33 marcações prévias da consulta externa especial no CHCSJ, criada na sequência de um caso de excesso de chumbo detectado num tipo de leito em pó destinado a bebés. Além disso, a via verde na urgência pediátrica, aberta em três hospitais devido ao mesmo caso, registou dois utilizadores. Até ao momento, não se detectaram situações de intoxicação
Na sequência da notificação do Instituto para os Assuntos Municipais e do Instituto para a Supervisão e Administração Farmacêutica sobre a detecção de um lote de leite em pó “Frisolac Prestige 1” (nº de lote 1W07KPJ, com data de validade de 30/09/2027), que ultrapassou o limite de chumbo, os Serviços de Saúde (SSM) garantem ter estabelecido, de imediato, o respectivo mecanismo. Mecanismo esse que incluiu a criação de uma via verde na urgência pediátrica, uma linha aberta e uma consulta externa especial no Centro Hospitalar Conde de São Januário (CHCSJ), para prestar serviços de exames médicos e consultas de saúde aos bebés e crianças necessitadas.
Segundo os SSM, o CHCSJ, o Hospital Kiang Wu e o Hospital das Ilhas disponibilizam uma via verde nos serviços de urgência pediátrica para os bebés que tenham consumido este leite em pó. Em caso de indisposição do bebé após o consumo deste produto, os pais podem levá-lo ao Serviço de Urgência Pediátrica dos três hospitais, onde o caso é acompanhado com prioridade pela equipa médica e de enfermagem, assegura o organismo.
Nos passados dias 25 e 26, os SSM receberam um total de 95 consultas telefónicas e 33 marcações prévias da consulta externa especial, enquanto duas pessoas utilizaram a via verde na urgência pediátrica. Citados pelo jornal “Ou Mun”, os SSM afirmam que, até ao momento, não foram detectadas situações emergentes de intoxicação por chumbo entre todas as pessoas que procuraram atendimento médico, tendo algumas já sido submetidas a exames de sangue, estando a ser acompanhadas pela consulta externa especial.
Segundo o “Ou Mun Tin Toi”, ontem, um pai levou o seu bebé de dois meses ao CHCSJ para exame médico, porque o bebé tinha consumido o leite em pó da marca em causa e os pais estavam preocupados.
Por outro lado, segundo constataram ontem trabalhadores de algumas farmácias localizadas na zona do Porto Interior, a situação não está a afectar os negócios relacionados com o leite em pó, apesar de alguns clientes se terem deslocado propositadamente às farmácias para perguntar se os outros lotes do leite em pó da marca em causa apresentam igualmente problemas. Já o funcionário de uma loja na mesma zona disse que o lote problemático foi vendido no estabelecimento no ano passado, mas “já se esgotou há muito tempo”, asseverando que, até ao momento, ninguém veio pedir a devolução do produto.



