O IPOR lançou mais um guia lexical português chinês, desta vez destinado a jornalistas. A obra resulta de uma colaboração entre o IPOR com Politécnico de Portalegre e de Macau
Sofia Rebelo
O Instituto Português no Oriente (IPOR), apresentou ontem, no âmbito do Congresso Internacional “Macau e a Língua Portuguesa: Novas Pontes a Oriente”, o Guia Lexical Português Chinês para Jornalistas. A obra nasceu de um encontro espontâneo entre João Laurentino Neves, antigo director do IPOR, e Albano Silva, presidente do Instituto Politécnico de Portalegre (IPP). O IPOR convidou ainda o Instituto Politécnico de Macau para fazer a tradução para Chinês (simplificado e tradicional), realizada pela directora da Escola Superior de Línguas e Tradução, Han Lili.
“Existe um conjunto de jornalistas portugueses em Macau, bastante grande até, que no dia-a-dia tem dificuldades em comunicar com colegas chineses”, salientou Patrícia Ribeiro, vogal da direcção do IPOR, ao ser questionada pelo Jornal TRIBUNA DE MACAU sobre a escolha do sector.
O guia para jornalistas é o quinto lançado pelo IPOR. “Começámos esta linha editorial voltada para a linguística, mas verificámos que existem várias áreas de trabalho específicas que, considerando que Macau tem um ambiente próprio de bilinguismo entre Português e Chinês, precisariam de ser desenvolvidas”, disse Patrícia Ribeiro.
Uma equipa de profissionais do IPP foi responsável pela recolha do léxico e tentou “não deixar nada de fora”, assegurou Joaquim Bonixe, professor do IPP. “Era um projecto ambicioso, mas foi esse o nosso objectivo. Por isso, além de vocabulário técnico incluímos palavras mais ligadas à ética e deontologia”, explicou.
O guia pretende ser uma “ferramenta prática e útil” para os profissionais na área do jornalismo, que Joaquim Bonixe acredita estar a “atravessar um período de profundas mudanças”. Sendo que “uma boa parte delas motivadas pela migração para as plataformas digitais” e durante o processo são introduzidos novos termos no léxico dos jornalistas, alguns em inglês, explicou Joaquim Bonixe, dando o exemplo da expressão “Fake News”.
Patrícia Ribeiro espera que estes guias facilitem a utilização correcta de termos e “ajudem desfazer equívocos”, além de “aproximar e ajudar a criar laços” entre línguas tão diferentes como o Chinês e Português.



